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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O sobrado amarelo

Um dia desses, precisei preencher uma ficha, e tinha lá o campo "endereço". Fiquei na dúvida. Porque por mais de 15 dos meus 20, quase 21 anos, morei na mesma casa em Taubaté, e agora, enfim, vou me mudar. É verdade que nos últimos quatro anos estive em São Paulo, e tive dois endereços por lá até esse mês de fevereiro, e provavelmente tenha que procurar um terceiro em breve, mas nunca deixei de morar aqui. Na minha casa, no meu sobrado amarelo.

Eu, meu irmão e o finado Sheik em uma das nossas primeiras visitas à então nova casa
 
Sem hipocrisia de não poder me apegar a coisas materiais, sem essa de "classe média sofre" e o escambau. Eu sei que muita gente gostaria de morar onde vou morar, sei que pode ser futilidade pra meio mundo. Mas pra mim não é. Porque uma parte da minha vida aconteceu aqui. E, considerando que foram mais de 15 anos em quase 21, é uma parte bem significativa, e quero poder lamentar em paz o fato de que esse lugar não é mais meu.

Como eu disse, eu sei que muita gente gostaria de morar no apartamento em que eu vou ficar de agora em diante. Eu mesmo não tenho nenhum problema com ele (apesar de sentir muito a diferença de tamanho). Mas é impossível pra mim simplesmente virar as costas e sair andando atrás do caminhão de mudanças.

O ponto aqui é que cada canto dessa casa vai me deixar muitas lembranças diferentes e especiais. De pessoas que passaram por aqui, ou frequentavam, ou moravam. E, principalmente, de mim mesmo e do meu crescimento. Lembro como se fosse hoje de brincar pela casa toda, de assistir desenhos na sala com o meu irmão até meus pais chegarem do trabalho. De ficar até mais tarde no computador do escritório ou de dormir cedo pra aula do dia seguinte. De ficar no meu quarto, que fica na parte de cima, e ouvir as risadas e conversas dos meus pais com os amigos na cozinha, sempre às quartas-feiras à noite.

No fim, durante todo esse tempo, todos os cômodos passaram por mudanças. Uns mais, outros menos, mas não são os mesmos de 15 ou 16 anos atrás. O sobrado enfim ficou amarelo. Paredes foram pintadas ou sumiram, camas mudaram de lugar, pisos foram trocados. Mas pra mim essa casa ainda é exatamente a mesma casa que vim conhecer, ainda sem pintura nenhuma, com a minha família e meu cachorro (que infelizmente morreu há alguns anos).

Sempre soube o quanto sentiria falta daqui. Quando meus pais falavam em mudança, até hoje não sei se a sério ou na brincadeira, eu não aceitava de forma alguma e chorava sangue se fosse preciso. Em 2009, quando fui estudar em São Paulo, voltava pra casa aos fins de semana, e durante os outros dias percebia o quanto sentia saudades.

A nostalgia é algo recorrente pra mim, acho que já deixei isso bem claro em várias ocasiões. E em uma mudança tão grande como essa, ela é inevitável. Fotos, objetos, tudo traz de volta as lembranças nesse momento. Mas nada disso quer dizer que estou preso a essa casa ou preso ao passado. Eu vou dar o próximo passo, vou seguir adiante, mas não quero que nada do que aconteceu nessa casa seja esquecido. Mudar não implica deixar pra trás o que marcou a nossa vida. E como a vida é feita de mudanças subsequentes, temos que aprender a caminhar, sim, sabendo o caminho que estamos seguindo, mas sem esquecer de onde viemos. Portanto, eu sei que é hora de olhar pra frente e entender que é assim que o mundo funciona, mas quero me permitir lembrar com carinho de tudo que vivi nesse lugar. 

Coincidentemente, há cerca de duas semanas, comecei a ler "As vantagens de ser invisível", de Stephen Chbotsky, aqui no sofá de casa, onde estou sentado nesse momento. E terminei quatro dias depois, sentado numa cadeira na varanda do apartamento em que vou morar a partir de agora. O personagem principal, Charlie, que conta sua história por meio de cartas a um destinatário não revelado, diz em determinado momento que "as coisas mudam (...) e a vida não para para ninguém." E ele não poderia estar mais correto. A vida é composta por fases, e uma delas acaba de chegar ao fim pra mim. Porque o tempo passou, e agora é hora de mudar. E de dar adeus ao meu sobrado amarelo.

sábado, 15 de setembro de 2012

Só pensei

Faz quase oito meses que não posto. Nunca fiquei tanto tempo sem escrever nada aqui. Não foi descaso, abandono, jamais, porque adoro escrever "por mim mesmo", ou "o que vier na cabeça", como sempre classifiquei o "tema do blog". Foi, acima de tudo, falta de um tema que me chamasse muito a atenção a ponto de escrever um texto, e também um pouco de falta de tempo, embora eu tivesse tido chances de sobra de fazer isso.

Pensei em fazer uma comparação entre "Revenge", uma nova série que estou acompanhando, com a novela "Avenida Brasil", que também não perco um capítulo. Mas não fui além porque poucas pessoas conhecem a série, e as que eu sei que assistem não veem a novela. O fato é que existe uma semelhança enorme e que dá margem a suspeitas de plágio. Só que também não sei dizer de qual lado, já que não sei a antecedência da entrega dos projetos da ABC e da Globo. E, antes disso, poderíamos dizer que as duas produções são inspiradas em "O Conde de Monte Cristo", de Alexandre Dumas. Enfim, resumidamente, é isso. Se alguém estiver interessado em uma comparação mais profunda e uma análise pessoal, me avise, mas já adianto que não espero ninguém. =)

Na época do último post, ninguém sabia quem era a Nina. Nem a Rita. (Foto: TV Globo/Divulgação)
Bom, pensei em falar como o mundo está chato. Como tudo é motivo de discussões acaloradas, como não podemos fazer piada com nada.

Considerei também falar como o futebol está chato. Porque agora tudo é motivo de punição a jogador, às torcidas, a treinadores. Jogadores medianos estão sendo vendidos por fortunas inimagináveis. E, pra completar, meu time está uma porcaria. 

Na época do último post, o Flamengo ainda tentava entrar na Libertadores em que pipocou historicamente. Com Ronaldinho. (Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo)
Também pensei em relatar como tem gente estúpida no metrô. Mas isso daria um livro, não um post. Sabe, porque ficar parado do lado esquerdo da escada rolante parece não ser errado. Ou mesmo rastejar do lado esquerdo nas profundezas do metrô quando tem alguém com mais pressa que você. Ou andar pela sua esquerda enquanto vem gente pela direita na direção oposta. Ou entrar no vagão antes de as pessoas saírem. Ou rir com os coleguinhas em volume mais alto que o necessário, ou comemorar quando chega um trem vazio. Sair pela porta de entrada, entrar pela porta de saída. Só pra dar alguns exemplos.

Pensei em falar de repercussão atrasada de dois posts do blog, ambos por motivos que, sinceramente, não compreendi. Um foi o "Apito final", em que eu disse que agradecia diversas pessoas do lugar onde joguei futebol por muitos anos, "até mesmo ao dono", que leu o texto recentemente e julgou que me expressei mal. Se assim foi, peço desculpas (desta vez publicamente, já que pedi diretamente). O outro foi o "Preferencial ou exclusivo?", quando, no último 7 de setembro, duas pessoas que faltaram às aulas de interpretação de texto me entenderam de forma errada e me agrediram sem motivo nenhum. Bom, a resposta foi dada em ambos os casos, concluí que não tenho mais nada pra falar sobre isso.

Na época do último post, eu devia ter passado menos de cinco vezes pela Estação Pinheiros. Hoje... (Foto: Daia Oliver/R7)
Hoje pensei em como estou nostálgico. Não sou muito de fazer posts sensiveizinhos, apesar de já ter feito um ou dois, mas pensei em fazer mais um. Enfim, o fato é que saio do meu emprego temporário no Terra no fim dessa semana. Eu sei que nem citei ele aqui, mas depois de três meses no estágio antigo, fui contratado pelo portal. E hoje, confirmando a expectativa de que vou sair em breve, me peguei lembrando dos últimos seis meses. Foi puxado, perdi feriados, vi muito menos a minha família, joguei muito menos futebol do que gostaria. Mas ganhei uma experiência sensacional, ganhei uma Olimpíada no currículo (dessa vez como jornalista, não como atleta), ganhei colegas de trabalho incríveis e que me deram todo o suporte necessário pra aprender e a tranquilidade pra trabalhar, apesar da minha timidez e poucas palavras. Agora estou aqui como um velho babão, lembrando de tudo o que aconteceu por lá. Eu sei que posso voltar - e espero voltar -, mas vou sentir muita falta de tudo isso. Até de pegar o metrô e a querida linha 9.

Por fim, dando continuidade à nostalgia, resolvi entrar no Orkut. Porque esse é o paraíso da nostalgia moderna. Dessa vez não entrei nas profundezas da minha página de scraps, mas entrei na comunidade da minha sala da faculdade. A vontade veio porque ontem jogamos pelo campeonato interno de Jornalismo que os próprios alunos organizam. Ganhamos, e estávamos conversando, quando começamos a lembrar dos jogos e competições de outros anos. E pensei não só no início do time, mas também da faculdade. E de como, apesar dos pesares, vou sentir falta de tudo o que vivi lá, já que me formo em pouco tempo. Pensei em escrever mais sobre isso, mas talvez não seja assunto pra agora, ainda. A nostalgia veio antes.

Por enquanto, só pensei.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Dia 31 – E 2012?

Todo fim de ano o pessoal tem o costume de dizer que o ano seguinte "promete", com toda a animação possível. Todo fim de ano a gente vê aquelas promessas que não serão cumpridas.


Prefiro apenas esperar que o próximo ano seja melhor, e que as coisas simples da vida se mantenham nos eixos. Se alguma coisa se complicar, talvez não seja nossa culpa, mas criar altas expectativas é um tiro no pé. E se esperarmos que tudo seja lindo e maravilhoso, e nada do que imaginamos acontecer? Não é melhor apenas não esperar nada e deixar que a vida te mostre o que acontece e o que tem de ser feito?

Quando fiz esse mesmo post em 2010, escrevi o seguinte: "Quero as pessoas que eu amo junto comigo. Quero me orgulhar das pessoas à minha volta. Quero manter o blog. Quero escrever o que eu tiver vontade. Quero que a faculdade me dê menos trabalhos e menos dor de cabeça (aham). Quero jogar futebol. Quero meu time campeão." Tudo isso era muito simples, e aconteceu, com exeção daquilo que eu já esperava que não acontecesse: minha faculdade continua dando dor de cabeça e trabalhos infinitos. No que não dependia em nada de mim, eu tive sorte (ou não, né, já que cansei de ver o Flamengo ganhar Campeonato Carioca. Que tal a Libertadores e o Mundial agora?).

Para 2012, espero algo parecido, acrescentando "Quero fazer um TCC decente e receber meu diploma inválido". Assim, quando o fim dele chegar - os maias pedem pra lembrar que não vai chegar -, eu poderei considerar bom um ano comum ou até mesmo ruim. Como 2011, que não foi nada de mais. Só que, sem grandes expectativas, acabei achando bom.

Por fim, obrigado ao Max pela realização do Meme das Antigas, e pelos outros participantes ou leitores do meme que passaram por aqui. Peço desculpas se não retribuí as visitas à altura, mas agradeço muito, de verdade.

É isso. Cntinuo aqui, depois de quase um ano e meio, escrevendo o que vier na minha cabeça. Espero que quem começou a ler o blog agora - se é que alguém começou - tenha gostado e continue visitando. E obrigado também a quem sempre passa por aqui. Pra todos vocês, desejo um ótimo ano, e as melhores realizações possíveis. Até 2012!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Dia 29 – Uma foto minha em 2011


Escolhi essa porque eu e meus amigos retardados aí ainda não tínhamos uma foto decente juntos, e agora temos essa. Pelo menos pra mim, uma foto bonita e digna de plano de fundo. Mas tem quem odeie (a Tarima, no alto, à direita, inclusive vai me xingar por ter postado haha).

Enfim, escolhi essa porque é uma foto minha com as pessoas com as quais eu convivo. São as pessoas que sempre tem alguma bobeira pra falar e dar risada, ou pra falar sério quando for preciso. Escolhi porque eles foram quatro das melhores coisas que me aconteceram nos últimos anos. Escolhi porque amo cada um deles.

Harry, Luiza, Tarima e Blanka: contem comigo sempre. Vocês são os amigos mais legais que eu podia ter encontrado na vida.

Os participantes do "Meme das Antigas" estão no blog do criador, Max Reinert, o Pequeno Inventário de Impropriedades.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Dia 25 – O bom de 2011 foi...

...ter sido melhor que 2010, o que, convenhamos, não foi uma grande vantagem. 

...descobrir o quanto eu posso contar com algumas pessoas e, melhor ainda, ver o quanto elas sabem que podem contar comigo.

Olha quem resolveu aparecer
 ...entrar no meu primeiro estágio.

... manter o blog vivo, apesar de a frequência de postagens ter diminuído. Continuo aqui, escrevendo quando acho melhor, da maneira que eu gosto e dando minha opinião quando acho pertinente.

2011 deixou muitas coisas boas. Foi mais um ano de crescimento, de amizades de valor, e de uma família que, mesmo que tão longe, se manteve tão próxima. O bom de 2011 foi, simplesmente, ter sido bom.

Os participantes do "Meme das Antigas" estão no blog do criador, Max Reinert, o Pequeno Inventário de Impropriedades.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Dia 21 – Em 2011 eu tentei...


 ...acompanhar o Taubaté sempre que possível durante a série A-3 do Paulista. Tentei estar presente na maioria deles, inclusive nos jogos fora de casa, mesmo morando longe. Não consegui ir a todos eles, mas fui a uma boa parte, como nunca tinha ido antes. Eu sequer tinha visto o Taubaté jogar fora do Joaquinzão antes de 2011.

Enfim, foram 24 jogos de disputa, sendo 18 da primeira fase e 6 da segunda. Nos primeiros 18, compareci a 9 e, com todo o meu pé-frio, vi apenas uma vitória, na última rodada, que deu ao time a classificação para a fase seguinte. Dessa vez, vi 5 dos 6 jogos, perdendo apenas o jogo de Penápolis, que terminou com a derrota do Taubaté por 2x0 para o Penapolense. Assisti às três vitórias, ao único empate e à tragédia de Rio Claro.

Em 2012, pretendo tentar de novo. E o Taubaté também vai tentar subir.

PS: mais detalhes sobre toda essa história aqui.

Os participantes do "Meme das Antigas" estão no blog do criador, Max Reinert, o Pequeno Inventário de Impropriedades.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dia 15 – Meu melhor e meu pior dia de 2011

Estava achando complicado olhar para a lista do meme e pensar no post de hoje, e ter que escolher um dia pra ser o melhor e outro o pior do ano, porque acabo falando as mesmas coisas e sendo repetitivo. Hoje, vou um pouco além do meme, mas sem deixar de respondê-lo.

Quanto ao melhor dia, nenhuma novidade: foi o da comemoração do meu aniversário, 11 de junho. Fui com meus amigos a um karaokê muito legal - o Yellow K -, e foi bem divertido. Meu aniversário, três dias antes, foi muito bom também, porque reuni minha família, ou ao menos uma parte dela, que veio da minha cidade para almoçar comigo. Vale citar também todas as reuniões de família e de amigos, porque são elas que fazem a vida valer a pena.

Não sei escolher o pior dia, mas posso dizer que essa semana foi intensa, cheia de momentos bons e um momento muito, muito ruim, que vem se prolongando. Explicando: lembram do que eu ainda ia tentar nesse fim de ano? Consegui: tirei uma nota além da que eu precisava no exame de Técnica de Redação. E também estou entrando no meu primeiro emprego, um estágio de produção de conteúdo em uma empresa de internet. O problema é que recebi anteontem a notícia de que uma prima minha, Anne, de 18 anos, estava internada em Porto Alegre, depois de fazer uma prova de vestibular e passar muito mal. O quadro se agravou, ela entrou em coma induzido e o estado em que ela se encontra é muito grave. Os médicos até agora não sabem o que foi que aconteceu, apenas desconfiam que seja ação de alguma bactéria. Independente de religiões e crenças, todos que a conhecem ou mesmo não a conhecem estão mobilizados, na torcida pela recuperação. Por isso, peço que vocês, que me acompanham ou simplesmente estão passando por aqui, façam pensamento positivo, rezem, orem, enfim, torçam para que ela saia dessa situação. E que venham dias melhores para ela, Anne, e para todos nós.

Os participantes do "Meme das Antigas" estão no blog do criador, Max Reinert, o Pequeno Inventário de Impropriedades.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dia 11 – Meu livro favorito em 2011

Olha, vou dizer que esse ano foi trágico pra mim, como alguém que gosta de ler. Sem contar (mais) uma releitura de Harry Potter e as Relíquias da Morte", foram 8 livros, sendo 4 pra faculdade, e um destes, "Dois perdidos numa noite suja", é uma peça de teatro, um texto relativamente curto. É muito bom, mas não vou considerá-lo por isso mesmo, por ser apenas um "roteiro".

Blablabla
Portanto, os "candidatos" a livro favorito foram: "D.Quixote I", de Cervantes; "Resumo de Ana", de Modesto Carone; "A Paixão Segundo G.H.", de Clarice Lispector; "O Natal de Poirot", "Um brinde de cianureto", "A extravagância do morto" e "Seguindo a correnteza", todos de Agatha Christie - e, coincidentemente (aham), os quatro que li por livre e espontânea vontade.

Nenhum dos três que li para a faculdade me agradou muito. Explico: sinceramente, gostem o quanto vocês quiserem da Clarice Lispector, mas eu não suporto que a personagem fique um livro inteiro divagando diante de uma barata morta e vomitando frases que as piriguetes contemporâneas colocam em seus status do Facebook, com direito a erros de Português. Depois, "Resumo de Ana": o cara resume (!) duas vidas. Basicamente isso, não tem graça nenhuma. E "D. Quixote" é muito bom, sim, mas é cansativo, só isso.

Sobre os da Agatha: "Seguindo a Correnteza" e "Um brinde de cianureto" são bons. "A extravagância do morto" é melhor. E "O Natal de Poirot" ainda melhor, o que faz dele meu livro favorito neste ano.

A história do livro consiste num crime sangrento cometido em plena véspera de Natal. O morto é Simeon Lee, um velho ranzinza. Todos os familiares da vítima ficam sob suspeita, por terem motivos suficientes para odiá-lo. No mesmo vilarejo onde moram os Lee, está o detetive Hercule Poirot, que gentilmente inspirou este blog.

Ah, claro: o que seria desse post se não fosse o Skoob?

Os participantes do "Meme das Antigas" estão no blog do criador, Max Reinert, o Pequeno Inventário de Impropriedades.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dia 3 – Mas 2011 ainda não acabou, ainda vou tentar...

....passar na última matéria do 3º ano da faculdade, chamada "Técnica de Redação",. Na prova de exame, terei que redigir um artigo jornalístico sobre um tema da atualidade e responder a uma pergunta sobre um dos quatro livros que nossa sala leu (ou deveria ter lido) durante o ano: "Odisseia", de Homero; "A Paixão Segundo G.H.", de Clarice Lispector, "D.Quixote I", de Miguel de Cervantes e "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa. Espero que dê tudo certo no dia, porque já está comprovado, só falta registrar em cartório, que eu não consigo me manter acima da média na matéria em questão. Em 16 provas no ano, até surgiram alguns '7' de vez em quando (foram uns 3 ou 4), e um único '8' (só faltou uma festa pra comemorar). Por sorte, a nota necessária no exame é 6. Rezem por mim e pelos meus colegas de classe para que tudo não se repita em dose dupla no ano que vem (sim, dose dupla, porque a matéria continua no ano que vem, com a mesma estrutura).


...curtir o mês de Dezembro, que sempre foi um dos meus favoritos, por essa época de Natal, festa, família e tudo mais.

Estão participando do "Meme das Antigas" o Max Reinert do Pequeno Inventário de Impropriedades, Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André "Hipotermia" SobreiroÉrica LopesLilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien..., Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre Livros e Sam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dia 1º – Peraí... 2011 tá acabando?

Avenida Paulista ficando arrumadinha pro Natal do ano passado
Pois é, o ano está acabando sim. Percebi isso da mesma maneira de sempre. Olhando o calendário? Não, vendo enfeites de Natal espalhados pela rua. Isso foi há cerca de um mês, o que, como em todo fim de ano, equivale a uma semana.

Eu acho um absurdo o ano ter passado tão rápido. Eu estava respondendo esse mesmo meme já faz um ano, falando as mesmas coisas que estou repetindo agora (lidem com isso durante o restante do mês), e nem parece ter passado tanto tempo.

Comparando com 2010, 2011 foi um ano bem melhor. Mas 2010 foi um ano ruim, então não é um parâmetro muito consistente pra mim. Digamos que 2011 foi, então, mais rápido que o anterior, e sem grandes emoções. Espero mais de 2012. E, com certeza, terei... TCC existe pra isso.

Como foi 2011?

Lembram que no ano passado fiz um post por dia em Dezembro, seguindo o "Meme das Antigas"?

Então, ele está de volta, um pouco mais compacto, com um post a cada dois dias. E aqui estou eu de novo, participando. Pra quem quiser, a proposta completa está no "Pequeno Inventário de Impropriedades", e a agenda de posts é a seguinte:

Dia 01/12 – Peraí... 2011 tá acabando?
Dia 03/12 – Mas 2011 ainda não acabou, ainda vou tentar...
Dia 05/12 – Meu filme preferido em 2011
Dia 07/12 – Meu site/blog preferido em 2011
Dia 09/12 – Um vídeo do YouTube em 2011
Dia 11/12 – Meu livro favorito em 2011
Dia 13/12 – Minha música favorita em 2011
Dia 15/12 – Meu melhor e meu pior dia de 2011
Dia 17/12 – Em 2011 eu pela primeira vez...
Dia 19/12 – Em 2011 eu pensei em fugir para...
Dia 21/12 – Em 2011 eu tentei...
Dia 23/12 – Em 2011 eu consegui...
Dia 25/12 – O bom de 2011 foi...
Dia 27/12 – O problema de 2011 foi...
Dia 29/12 – Uma foto minha em 2011
Dia 31/12 – E 2012?

domingo, 13 de novembro de 2011

Sobre Coldplay, Mylo e Xyloto

Nunca fui de gostar muito de bandas. Sempre me considerei eclético, podendo gostar de uma música independente do estilo dela ou da banda que a toque. E é delas, das músicas, que eu costumo gostar. Não vou dizer pra vocês que eu conheço Beatles, por exemplo, pra pegar uma banda que praticamente todo mundo gosta. Eu conheço "Yellow Submarine", "Help", "Yesterday", e provavelmente dezenas de outras que só vou saber ouvindo, nem sei o nome. É por isso também que eu não costumo ir em shows. Conheço pouco de discografias, de álbuns, não sei se por preguiça, impaciência ou falta de interesse.


Mas isso tudo tem uma exceção (talvez duas, mas o post é sobre uma). Desde 2005, eu passei a ter uma banda pra chamar de favorita. E mesmo assim, não me considero um conhecedor da discografia. Coldplay, na época, bombava com o álbum X&Y. E eu nem sonhava em saber disso. Conhecia algumas músicas, ouvia, e ficava feliz, sem saber de qual álbum faziam parte, e nem me importando em descobrir. Isso mudou um pouco em 2008, quando foi lançado o Viva la Vida ou, pra ser chato, Viva la Vida or Death and All His Friends. Nessa época, ouvi o CD algumas vezes, geralmente antes de dormir - sem piadas.

Outra coisa que costuma acontecer é que acabo "esquecendo" a banda por um tempo, e depois de um longo inverno volto a ouvir. Com séries também foi assim. Eram uns 3 meses sem assistir um episódio, e 1 mês assistindo quase sem parar. Enfim, fiquei um tempo razoável escutando Coldplay bem de vez em quando, até o show no Morumbi, em março do ano passado. Confesso que fui sem saber identificar uma ou outra música do álbum novo, tipo "Lost" (que agora é uma das minhas preferidas). Mas, apesar de ter sido um fã relapso, sempre que alguém me perguntava qual era minha banda preferida, desde 2005, eu sempre respondia Coldplay.


No mês passado, depois do show épico do Rock in Rio, a banda lançou outro álbum: Mylo Xyloto. Nome estranho, mas ok. Descobri, lendo no orkut por aí, que há uma história por trás dele, assim como no Viva la Vida. É o tal do álbum conceitual, que outras bandas já adotaram, como ~~a partir daqui, créditos ao amigo e fonte para assuntos musicais, Victor~~ os próprios Beatles (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band), The Who (The Who Sell Out), Pink Floyd (The Wall e The Final Cut), e outros ~~fim dos créditos do amigo Victor~~. Em Viva la Vida, resumidamente, o Coldplay tenta contar uma história de um homem que, em meio à guerra, quase morre, enfrenta a prisão, foge, leva o amor de sua vida para um local distante, sofre com sua morte e, por fim, se entrega à guerra, tendo o mesmo fim. Ok, eu confesso, li uma análise no orkut e realmente as coisas se encaixam.

Agora, três anos depois, Mylo Xyloto conta uma história de amor. Já que eu confessei, vou continuar: segundo outra análise lida no orkut, Mylo e Xyloto são um casal apaixonado (provavelmente grafiteiros) que enfrenta dificuldades para se manter unido, sendo perseguido por um grupo. Eles até chegam a fugir, mas Xyloto é capturada, deixando Mylo sozinho. Quando os dois se encontram, Xyloto está magoada por ele tê-la deixado ser capturada, e eles brigam e acabam terminando tudo. Mylo, depois da depressão, tenta se reerguer e pedir perdão à amada, que, por fim, se junta a ele onde os pássaros cantam e existe um final feliz.

Alguns fãs do Coldplay parecem não ter gostado muito do álbum. "Mudaram o estilo", "Coldplay não é mais o mesmo", "Coldplay acabou", "A banda perdeu a identidade"... vi muito disso por aí. Na minha opinião, Coldplay nunca teve um estilo muito definido, sempre foi aquilo que seus integrantes quiseram que ela fosse. Eu, particularmente, não consigo não gostar. Sou suspeito pra falar, porque se um dia o Chris Martin bater com as mãos espalmadas no piano e cantar "lalalala ôôôô yeee", pode ser que eu não veja defeito nenhum na música. Mas ultimamente, Mylo Xyloto é só o que eu tenho escutado. Não, não é melhor que os anteriores. Talvez seja, sim, o pior disco do Coldplay, mas o nível dos outros é espetacular pra chamá-lo de pior. É sensacional, e não me façam buscar adjetivos pros outros.

Minha única crítica quanto a esse CD é a duração. São 14 faixas, que na verdade são 11, já que são três de "interlúdio", como se fossem intervalos entre músicas ou simplesmente introduções das posteriores. A primeira, homônima do álbum ("Mylo Xyloto"), por exemplo, é praticamente parte integrante de "Hurts Like Heaven", que vem a seguir, toda animada. "Paradise" não perde o tom, já ganhou o gosto popular, e inclusive tem um clipe muito bem feito:





"Charlie Brown" é, pra mim, a melhor música do álbum. Dizem que é uma homenagem ao desenho. "Us Against the World" é um pouco triste, mas tem uma letra pegajosa, daquelas que não saem da cabeça. Depois de mais um interlúdio, "M.M.I.X" (vejam que ela depende da próxima), vem "Every Teardrop Is a Waterfall", outra que tem feito sucesso, talvez por seu ritmo um pouco mais acelerado. Foi inclusive o primeiro clipe do Mylo Xyloto a ser lançado.


"Major Minus" tem um ritmo diferente também, representa na história o momento em que a Xyloto é capturada/levada/estuprada. "U.F.O.", só com voz e violão, é a solidão de Mylo depois disso, e o único problema é (de novo) a duração. Só 2 minutos de uma música incrível, e tão simples. E aí vem a tão criticada música, talvez o que tenha motivado certos fãs a receberem o álbum com pauladas: "Princess of China", com participação de Rihanna (a intérprete de Xyloto, na história). Bom, ela não fez nada pra mim, não tenho nada contra ela, nem a favor. Ouso dizer que grande parte dos críticos do CD e da música já estavam com pedras (e tijolos) nas mãos antes mesmo de apertar o play. Puro preconceito de quinta série, partiram do pressuposto de que uma parceria dessas não poderia dar certo de jeito nenhum. Na minha opinião, deu certo sim. Pode não ser um primor, mas não é nem de longe a catástrofe que tentaram pintar.
 
"Up in Flames" é depressão pura, serve sim pra dar uma certa razão pra quem rotula o Coldplay como banda-sonífero. Mas faz parte da história, e vocês já sabem que eu gostei mesmo assim. Em seguida, vem o último interlúdio e uma última esperança de Mylo em pedir o perdão de Xyloto: "A Hopeful Transmission"/"Don't Let It Break Your Heart". E, com um final feliz, "Up With The Birds" encerra o disco com chave de ouro. 

Resumindo, achei ótimo. Porque, como eu disse, eu dificilmente não vou gostar de algo que o Coldplay fizer, e esse álbum é o que eu tenho escutado ultimamente. Indo pra faculdade, voltando pra casa, viajando, dormindo, coloco pra tocar. Quem gosta de Coldplay, e sempre gostou, pode até não ir tanto com a cara desse disco, mas não pode exigir que a banda "volte a ser aquilo que era" ou que "acabe de uma vez antes que piore". Se mudaram ou não, eles estão, sim, no caminho certo. E é certo porque foi o que eles escolheram fazer. Assim, não tem erro.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eh bien, um ano...

Parece que foi ontem que eu tive a ideia de fazer um blog. Não tinha ideias pra títulos, apenas uma ideia de post: eu queria falar sobre Harry Potter, queria contar a minha história com a série. Como expliquei depois, motivado por um post no blog da Isa que comparava a saga com Crepúsculo. Achei até que Harry Potter seria um tema recorrente por aqui, mas acabei falando menos do que pensei que falaria. Mas não se preocupem, o calendário vai exigir de mim outro post sobre isso muito em breve.

Então, naquele dia de final de Copa do Mundo, sentei e fiz o texto. Mas antes eu precisava de um título. Algo vago, que não restringisse meus posts. Queria me permitir falar sobre qualquer coisa. Depois de muito pensar, escolhi "Eh bien" porque é uma expressão recorrente de um personagem criado por Agatha Christie, da qual vocês também puderam descobrir que sou fã. Só precisaria explicar o que exatamente eu queria dizer com aquilo, para que não houvesse dúvidas. Até hoje, muita gente me pergunta o motivo desse título. Eu sempre peço pra procurar o primeiro post. Logo depois dessa explicação, postei meu texto sobre Harry Potter. Até hoje, está entre os que mais gosto por aqui.

Um ano depois, aqui sentado no sofá, assistindo a um documentário sobre a final da Copa do Mundo, pensei no que eu poderia fazer pra "comemorar" esse primeiro aniversário do blog. Decidi fazer o seguinte: destacar, entre os 65 posts, os quatro mais comentados e os quatro que mais gosto - desde que não estejam entre os quatro mais comentados, e contar um pouco de cada um deles.

Os mais comentados

4) Dizem que somos piratas. Somos?
 
Foi um assunto que eu sempre quis abordar, tamanha a injustiça que existe com relação a isso. Todo mundo baixa tudo na internet, e a lei insiste em ser acéfala quando não se obtém lucro. Até mesmo com produtos que não existem mais no mercado. E o que existe, vocês sabem, custa muito caro, e abaixar o preço ninguém quer.

3) Harry Potter e a diretora da minha escola

O primeiro texto de verdade, o que motivou o blog. Foi importantíssimo pra aprender a escrever de um jeito diferente, a escrever diretamente pra outras pessoas, além de escrever pra mim mesmo. E escrever sobre uma das coisas que mais gosto seria essencial pra começar.
 
 
2) And from your lips she drew the Hallelujah

Inspirado pelo bróder Victor, comecei a procurar outras versões dessa música, que já gostava bastante. Depois de conhecer várias, resolvi fazer um ranking das versões que mais gostei. O resultado foi bem legal, e as pessoas parecem ter gostado. Ainda bem.

1) A infância nos anos 90
 
Valeu a pena passar uma tarde e uma parte da noite fazendo esse post. A divulgação no Ocioso foi essencial pra ser o mais comentado e pra render visitas ao blog até hoje. Mas é daqueles posts que te dão orgulho depois de prontos.


Os favoritos
 
4) "And the Oscar goes to..."

Uma ideia comum, que muita gente deve ter feito, e que surgiu de repente, quando vi que tinha assistido a todos os filmes entre os indicados ao Oscar. Gostei bastante do resultado.


3) Respeito aos brothers

Uma coisa que nunca gostei foi de gente que gosta de controlar o que você assiste na TV. Os argumentos de quem odeia Big Brother e quer julgar quem assiste são sempre os mesmos, e sempre me irritaram. Quem não gosta tem todo o direito de não gostar, mas não tem moral alguma pra decidir o que os outros devem assistir ou não.

2) Apito final

Foi um dos textos mais automáticos que já fiz, e esses são sempre os melhores. O texto me levou mais do que eu o levei.

1) A emoção do futebol

"Motivado" pela tristeza que abalou os palmeirenses após a eliminação inesperada do Palmeiras diante do Goiás na Copa Sul-Americana, resolvi escrever pra contar a emoção que uma partida de futebol provoca naqueles que amam o esporte, baseando-me na experiência própria da eliminação do Flamengo na Libertadores de 2008.



Por fim, obrigado a todos vocês que visitaram o blog, comentando ou não, que tenham vindo porque viram um post que acharam interessante ou porque são meus amigos ou gostam do que escrevo. Espero que continuem vindo aqui por mais um ano, ou seja lá quanto tempo for.

domingo, 26 de junho de 2011

Passatempo

Há pouco tempo atrás fiz aniversário. Eu me pergunto: o que eu senti? Me senti mais velho. Sabe, aquela pergunta de todo ano, que os outros fazem: "e ae, comé que ce tá se sentindo mais velho?"? Foi isso, dessa vez de mim pra mim mesmo. "Mais velho".


Mas nesse aniversário eu me senti particularmente "mais velho". Cada vez mais eu percebo o quanto é difícil ter de dizer adeus pra certas coisas. E percebo que eu sou mais nostálgico do que eu pensava. Me imagino chegando aos 105 anos no sofá de casa, sentindo saudades da infância, da adolescência, ou mesmo dos meus 99 anos.

Muitos dos meus posts mostram esse meu lado nostálgico. E vão continuar mostrando. Seja pra falar da infância, seja pra falar de poucos meses ou anos atrás. Nessa fase, de um ou dois meses pra cá, em que eu confesso que não sabia o que postar (e continuo sem saber), reli alguns posts, parei para ver meu jeito de escrever e de ser. Concluí que eu sou ao mesmo tempo um velhinho e uma criança unidos no corpo de um jovem de dezenove anos. Não apenas pelos posts, mas pelo que eles me fizeram pensar.

Como uma criança curiosa, eu me pergunto: isso é bom? Como um velho chato, eu vejo duas respostas pra isso: sim e não.

Sim, porque, como um velho - chato ou não - eu me sinto maduro em certas ocasiões que outras pessoas até mais velhas não costumam ser, e, ao mesmo tempo, sou uma criança que não quer crescer, mesmo crescida.

Não, porque, como um velho ou uma criança, eu talvez não seja o que deveria ser: alguém com dezenove anos.

É aquela velha história clichê de ter que aprender a viver o presente. Muitas vezes penso demais no passado, imagino demais o futuro, e o meu presente é vivido à base de lembranças ou planos. Acabo me preocupando com o que aconteceu ou com o que pode ou vai acontecer sem valorizar o momento.
Mas posso dizer que não vou mudar tão cedo, e nem pretendo. Não quero deixar morrer esse velho nostálgico nem essa criança inocente que fazem parte de mim. Porque são isso mesmo: parte de mim. E, sendo parte de mim, que continuem a me acompanhar. E que, assim, a vida continue.

**sobe som de "Deixa a vida me levar" - Zeca Pagodinho** (ou não, né)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Relatos alviazuis, parte III: a batalha perdida

Parte I
Parte II

Domingo, 8 de maio de 2011, 3h20.

Chego ao Joaquinzão. Parece que o jogo vai acontecer ali mesmo, dali a alguns minutos, tamanha é a multidão presente. Em pouco menos de uma hora, cinco ônibus estão completamente tomados e deixam a cidade, rumo a Rio Claro. O horário não impede os torcedores de entoarem as músicas de apoio ao time durante a viagem.

A chegada a Rio Claro é animadora. Os taubateanos não param de cantar, e gritam muito mais alto do que a torcida adversária. A meu ver, a torcida do Velo decepcionou, com muitos espaços vazios na arquibancada para um estádio tão pequeno como o Benito Agnello Castelano, o Benitão, e num dia tão importante para o clube.

O Taubaté entra em campo para o aquecimento já nos braços de sua torcida, que continua cantando a plenos pulmões. A minoria unida no canto da arquibancada destaca-se e ofusca a maioria vermelha com sua animação incessante.

Velo Clube 4x1 Taubaté - Presença em peso dos taubateanos, mas decepção em campo
O jogo começa, o Velo pressiona desde o início, não sai de cima. Num raro lance de ataque alviazul, Gilsinho domina a bola no peito, invade a área e cai propositalmente. E aí entra em cena um homem chamado Robinson José Andréa de Góes, o árbitro da partida. Robinson provavelmente queria cumprir seu trabalho e ir embora pra casa tranquilamente curtir seu Dia das Mães com sua genitora. E, ao marcar um pênalti inexistente para o time visitante, num jogo decisivo, ele se complicou. E percebeu isso.

Gilsinho cobra o pênalti com maestria, e a torcida vai à loucura, sentindo a proximidade do acesso. Mas começa a vê-lo escapar por entre os dedos quando Robinson, o sujeito de amarelo, começa a compensar seu erro para não se complicar com a torcida local. Marcou todas as faltas que poderia e não poderia a favor do Velo. Em uma delas, o rubro-verde empatou. O Taubaté se viu pressionado e quase não atacou depois disso.

A torcida, mesmo tensa, continuou cantando no segundo tempo. Mas viu-se agredida quando, num escanteio, o zagueiro alviazul encostou num adversário, e o árbitro jogou todo seu profissionalismo no lixo, marcando pênalti. Não apenas marcou, como expulsou o jogador taubateano, de forma vergonhosamente efusiva. A cobrança da penalidade marcou o início de um passeio do Velo, e a decepção ganhou o rosto dos torcedores que viajaram até ali para assistir a tal grosseria.


Desafio: encontre o pênalti

O jogo termina, com 4x1 para os adversários. Os irmãos Gisiel e Gilsinho, sem dúvida os maiores ídolos da história recente do Taubaté, aproximam-se do alambrado, chorando, e jogam suas camisas para a torcida. A cena que se iniciou naquele momento foi, sem sombra de dúvidas, a mais triste que já presenciei num estádio. Não sei por que não chorei, mas poderia ter chorado. Como fizeram dezenas de torcedores ao meu lado. Para onde eu olhava, via torcedores conhecidos, de jovens a idosos, com lágrimas nos olhos.

Não foi apenas o árbitro que decidiu a partida, o time também não havia correspondido. Mas naquele momento, nada disso importava mais. A tristeza invadiu o peito dos taubateanos que viajaram horas para estar ali, que sacrificaram uma data como o Dia das Mães para sofrer tal decepção. Não que tivessem se arrependido, até porque isso seria praticamente impossível.

Mesmo diante de tanta tristeza, todas as frases de efeito proferidas incansavelmente pela torcida do Taubaté vieram à minha cabeça, fazendo todo o sentido do mundo. Aquelas lágrimas derramadas na arquibancada do Benitão provaram que o torcedor taubateano tem amor ao Taubaté. Provaram que o Burro nunca caminhará sozinho. E que é capaz de passar por todas as barreiras. A torcida do Taubaté não acredita, ela tem certeza. Do acesso? Não. De que ela estará sempre ao lado do time, seja qual for o resultado. De que ela simplesmente tem orgulho de ser Taubaté.

PS: As fotos dos três posts, além das identificadas por marcas d'água, foram retiradas do orkut. Se você é o autor de uma das fotos e quiser os créditos, entre em contato, mas não me processe, por favor.

Relatos alviazuis, parte II: a fase final


Uma semana depois, lá estava a torcida de novo lotando o Joaquinzão, pronta para a fase decisiva do campeonato. Só dois times do grupo subiriam, e o nosso grupo era complicadíssimo. O primeiro jogo, contra o Velo Clube, deixou isso bem claro: eles perderam um pênalti e ainda saíram na frente, com o Taubaté jogando muito mal. O segundo tempo foi bem diferente. O time reagiu, e virou o jogo com um gol de falta nos acréscimos.

O jogo mais complicado, na teoria, era contra o Penapolense, fora de casa. E a teoria estava certa: fomos dominados, e perdemos por 2x0. Não pude ir, pois a caravana sairia num horário complicado pra mim, e o jogo foi antes do feriado em que já tinha combinado outra viagem. Mesmo assim, no domingo de Páscoa, meu feriado já tinha acabado, e fui ao Joaquinzão assistir a uma ótima exibição da equipe do Taubaté, que emplacou 4x1 no XV de Jaú.

Taubaté 4x1 XV de Jaú - Apoio da torcida no domingo de Páscoa
Para o jogo de volta, em Jaú, tivemos uma viagem cansativa, mas vencemos por 2x0. Na volta, nosso ônibus quebrou, ficamos horas parados na estrada, mas nem por isso a torcida desanimou. O Burro da Central - apelido carinhoso do time - estava próximo do acesso, nosso principal sonho. Bastava uma vitória no jogo seguinte, contra o Penapolense, no Joaquinzão, e um tropeço do Velo em Jaú.

Taubaté 2x2 Penapolense - empate heroico que comprometeu o acesso
Eis que, numa quarta-feira à tarde, o Joaquinzão recebeu o melhor público do ano. Os taubateanos se esforçaram e conseguiram comparecer à partida decisiva do time. Saí de São Paulo de manhã para acompanhar a partida. E vi um Taubaté nervoso sair atrás no placar, com uma arbitragem duvidosa que não percebeu impedimento no primeiro gol do Penapolense e não viu a bola entrar numa falta cobrada por Marquinhos, do Taubaté. Mesmo assim, e mesmo com mais um gol do Penapolense, os taubateanos reagiram, empurrados pela torcida. Cometendo o pecado da ansiedade, perderam muitos gols, mas conseguiram o empate. No jogo da noite, o Velo ficou no empate contra o XV de Jaú, e a sensação de que dava para ter comemorado o acesso naquele momento ficará marcada. Porém, naquele instante, tal resultado inflamou a torcida taubateana, assim como a própria diretoria do clube, que disponibilizou cinco ônibus para compor a maior caravana alviazul do ano.

Depois de muitas conclusões precipitadas que confirmavam a classificação do Taubaté em caso de derrota simples, estudamos melhor a tabela e concluímos que o time precisava de um empate. Qualquer derrota eliminaria o time nos critérios de desempate. Enfim, eu já tinha decidido que não iria ao jogo decisivo contra o Velo  Clube, em Rio Claro. Não por não querer ir, mas por ser Dia das Mães, em respeito à minha mãe. Para minha surpresa, ela mesma me incentivou a viajar. E, diante disso, confirmei minha presença na caravana.

Continua...

Parte III

Relatos alviazuis, parte I: a primeira fase

Inicialmente, escreveria tudo em apenas um post, mas o texto ficou grande demais, e precisei dividir em três partes.

No último domingo, o Esporte Clube Taubaté foi derrotado pelo Velo Clube, jogando fora de casa, pela série A-3, e perdeu a chance de disputar a série A-2. Esse foi o fim de uma saga de quase quatro meses, de viagens, de idas e vindas e de provas de amor do torcedor taubateano.

A história que eu vou contar nada mais é do que a minha história com o Taubaté nesses meses. Apenas um caso de amor de um torcedor por um clube. Poderia ser a sua história, poderia ser a história de qualquer um que faz parte dessa torcida, que descobri ser a mais apaixonada que já conheci.

Era um sábado, meados de janeiro, e eu estava numa pousada em Maceió. Mesmo assim, estava preocupado com uma partida que aconteceria muito longe dali, em Itapira, no interior de São Paulo. Encontrei na internet, com um fraco sinal 3G, uma rádio que transmitiria a partida entre Itapirense e Taubaté, pela primeira rodada da série A-3. Aos trancos e barrancos, tanto no jogo quanto na conexão, o primeiro tempo terminou: 0x0, e fui obrigado a deixar o hotel e o notebook de lado. Continuei, insistente, com o celular na mão, acompanhando o tempo real no Twitter. Comemorei silenciosamente o gol  da vitória, marcado pelo ídolo taubateano Gilsinho, nos minutos finais.

Taubaté 1x0 Paulínia - a torcida compareceu, mesmo com estádio interditado
Na semana seguinte, ainda longe de Taubaté, não pude acompanhar a épica partida entre Taubaté e Paulínia, no Joaquinzão. Gilsinho fez de novo, outra vez nos minutos finais, e garantiu mais uma vitória por 1x0. Mas o que me faz escolher esta dentre as partidas que perdi e que gostaria de estar presente é a prova de amor que a torcida taubateana deu ao clube. Com o estádio interditado, ela subiu até a linha do trem, e, atrapalhada pelas árvores do Joaquinzão, assistiu ao jogo em condições precárias.

Na sexta rodada, com o Taubaté jogando bem e com a sorte ao seu lado, a torcida se mobilizou e foi à rua Javari assistir ao jogo contra o Juventus, num sábado à tarde. Pela primeira vez no ano, tive a oportunidade de comparecer a um jogo do time, e pela primeira vez na vida fui a um jogo do Taubaté fora de casa. Não vi gols, mas vi um bom jogo.

Juventus 0x0 Taubaté - A torcida comparece em peso à Rua Javari
Duas rodadas depois, fui pela primeira vez ao Joaquinzão em 2011. Depois de mais uma vitória, o jogo era contra o Taboão da Serra, que brigava contra o rebaixamento. A partida foi difícil, e terminou empatada em 1x1. Mas saí feliz do estádio, por ter levado comigo uma companheira, que esteve comigo nessa jornada, a partir daquele jogo: minha mãe. Nunca tinha visto um jogo do Taubaté ao lado dela, e agora espero que ela continue me acompanhando.

O primeiro turno terminou com o Taubaté na ponta da tabela, e o segundo começou prometendo fortes emoções. No sábado de Carnaval, com uma chuva ininterrupta e uma arbitragem horrorosa no Joaquinzão, o Taubaté cedeu o empate à Itapirense nos acréscimos: 1x1. Depois deste jogo, faltei à caravana contra o Paulínia - e me arrependi depois, já que vencemos por 2x1. E faltei também a uma aula para ir a Taubaté numa quarta-feira à tarde: mais chuva e derrota para o Velo Clube por 1x0, numa falha do goleiro e ídolo Gisiel.

Eis que, no fim de semana seguinte, numa loucura de idas e vindas, fui para Osasco, peguei metrô, trem e ônibus, e cheguei ao... CT do Grêmio Osasco. Quase na hora do jogo. Não ouvi sons de torcida, mas bati no portão. O porteiro me atendeu e estava me explicando como fazer para chegar ao estádio (do outro lado da cidade), quando dois carros entraram. Em um deles, um jogador de categorias de base do time; no outro, um jogador profissional que estava no departamento médico, e que me ofereceu carona. Não contei que era torcedor do Taubaté, com medo de ser deixado no meio do caminho, e terminei entrando no estádio de graça e ficando na torcida do Taubaté. Infelizmente, perdemos o jogo e a liderança, nos minutos finais.

Daí em diante, um período assustador. Empate com o lanterna Barueri, em casa. Derrota para o Juventus, em casa - mais uma vez no fim do jogo. E derrota para o Flamengo, numa quarta-feira à tarde, em Guarulhos. Nesse jogo, mais uma vez fui por conta própria (e acertei o caminho). Poucos torcedores taubateanos conseguiram comparecer, e mesmo assim não foram recompensados.

Com a classificação a perigo, a torcida viajou novamente, no domingo seguinte, desta vez para Taboão da Serra. E de lá trouxemos um empate, que nos deu a oportunidade de decidir em casa, contra a Inter de Limeira. Se não vencêssemos, estaríamos fora. O Joaquinzão, lotado pela primeira vez no ano, veio abaixo quando o grandalhão Creedence marcou o gol da vitória suada sobre os limeirenses. Enfim, com muitas dificuldades, como sempre, alcançamos nosso primeiro objetivo.

Continua...

Parte II
Parte III

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Apito final

Essa história começou há mais de 6 anos, e está terminando hoje. Pode ser algo bobo pra maioria de vocês, mas representou muito pra mim. Afinal, uma coisa que durou um terço da minha vida não pode ser insignificante. Não pra mim.

Na verdade mesmo, começou há mais de 12 anos, quando meu irmão resolveu entrar numa escolinha de futebol (aliás, odeio chamar de "escolinha", parece que só aceitam crianças com até 10 anos de idade). Lembro-me muito bem dele e do meu pai sentados na mesa da sala de jantar, examinando um panfleto em que estava escrito "São Paulo Futebol Center". Eu estava do lado, nem gostava de futebol, mas entrei na onda.


- Pai, também quero.

- Mas você é muito pequeno (eu tinha cinco ou seis anos) e blablablá - foi mais ou menos o que ele deve ter me falado.

- Mas eu quero.

No fim, eu entrei, junto com o meu irmão, na escolinha de futebol do São Paulo. Não fazia nada no campo, parava na lateral, coçava a bunda, cutucava o nariz, brincava com o montinho de areia que tinha ali, e nada de jogar bola. O máximo que eu fazia era bater pênalti, porque o professor pedia, e mandava o goleiro deixar a bola entrar. Eu não gostava de ir jogar, essa é a verdade. Tanto que saí de lá pouco tempo depois.
Fomos vice-campeões. Acho que tinham dois times.

Em 2004, já começando a me apaixonar por futebol, eu voltei. E lembro exatamente o dia: quinta-feira, 28 de outubro. Não pelo dia em si, mas pelo dia anterior, em que o Serginho, zagueiro do São Caetano, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante um jogo contra o São Paulo, e acabou morrendo. Dessa vez, tudo foi diferente. Nunca deixei de ir a um treino porque não estava com vontade, ao contrário do que eu fazia antes.

Como o São Paulo não apoiava e nem sequer listava a unidade de Taubaté em seu site oficial, a escola mudou, e virou "Meninos da Vila", do Santos, em setembro de 2005. Quando me formei na 8ª série, no fim do ano, pensei que não poderia continuar ali em 2006, por causa do ritmo do Ensino Médio. Mas continuei, e levei numa boa. Quando precisei, mudei de horário. Cheguei a jogar com meninos 5 anos mais novos do que eu. Tudo pra não sair de lá.

Quem vê pensa
No fim de 2008, passei na faculdade, em São Paulo. Então, obviamente, em 2009, eu não poderia continuar a jogar no Santos ("Santos", como sempre chamei, nunca gostei de "Meninos da Vila"). Ou poderia. Cheguei a avisar que iria sair, mas na primeira semana de faculdade, percebi que seria possível continuar a treinar uma vez por semana, no fim da tarde das sextas-feiras. Durante as férias, voltava a treinar mais vezes.

Já em 2010, em outubro ou novembro, fui avisado que o horário da minha turma de sexta-feira seria alterado para 14h30. Continuei no horário antigo até as férias começarem, e concluí que enfim, quando as férias acabassem, seria impossível continuar. Eu, com 18 anos, me senti velho, pela primeira vez. Velho mesmo, a ponto de achar que o dono, os professores e os alunos, quando me viam,  se perguntavam: "o que esse cara ainda faz aqui?" E o sentimento era ainda pior quando alguém ficava sabendo que eu estava na faculdade, e em outra cidade. Dava até pra ouvir o pensamento: "nossa, vai embora". Foi estranho ler comunicados, panfletos, e ver que as categorias mais velhas já eram de 94 (eu sou de 92). Mesmo sabendo que eu só estava ali pra jogar bola, pra me divertir, fazer o que eu gosto.

Fiz gols, perdi gols, suei, corri, andei, viajei... Hoje, ouvi o meu último apito final no Santos. Nunca gostei de apitos finais, porque é o instante em que o jogo termina. É quando eu percebo que um momento que parecia infinito uma ou duas horas antes chegou ao fim. E esse, hoje, foi o pior apito final de todos.


Agradeço a cada aluno que entrou, saiu, até aos que me xingaram... e aos poucos amigos que fiz, ainda que o contato não seja frequente ou a amizade não seja tão forte assim. Agradeço a cada professor: Piorra e Amauri (da época que eu treinava com o meu irmão); Rafael, Marcelo, Wagner, Osvaldo, Lucas, Pablo, Guilherme, Leandro, Michel e Rodrigo (e eu devo ter esquecido de algum). Agradeço aos funcionários, e até ao Vicente, dono da escola, que passou a me importunar pra escrever algumas linhas desde que soube que eu comecei a fazer Jornalismo.

Por fim, um recado pra quem fez gracinha, pra quem acha engraçado eu ter feito "escolinha", por jogar bola e não trabalhar, ou sei lá: eu aproveitei ao máximo essa chance de poder fazer o que eu gosto com frequência. Não iria ficar em casa ou trabalhar, numa tarde de sol ou de chuva, se eu ainda tinha a oportunidade de estar fora dali fazendo uma coisa que eu gosto dez vezes mais. A vida passa rápido demais, e eu estou sentindo isso na pele nesse momento. E agora não posso fazer nada quanto a isso, mas estou satisfeito por ter feito tudo o que pude para aproveitar.

Eu sei o que vão pensar desse texto... que é ridículo lamentar por essas coisas, e tudo mais. Mas, repito, eu estou praticamente me despedindo de um lugar onde passei um terço da minha vida, até agora. O mínimo que eu poderia fazer era escrever sobre ele, e unir, mesmo que por algumas linhas, a minha paixão pelas palavras a um lugar onde eu fui muito feliz.