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domingo, 29 de janeiro de 2012

S.O.P.A. de censura

2012 não começou muito legal pra quem usa muito a internet. Não, não tô falando das piadinhas sem graça sobre a Luiza que voltou do Canadá não terem sido abolidas. Falo de algo mais sério, algo relevante e preocupante para os habitantes dessa nave louca que é a rede mundial de computadores.


Já falei sobre o assunto logo no início do blog, nesse post, mas mal sabia o quanto eu era feliz. A APCM recolheu-se à sua insignificância e não deu mais as caras. Só que hoje, as coisas estão ficando um pouco mais complexas. Creio que todos estejam por dentro das leis que tramita(ra)m pelo governo norte-americano, o SOPA e o PIPA, que perderam toda a seriedade (se é que existia alguma) diante da nossa adorada língua portuguesa. Caso não saibam, vou fazer um breve resumo:

- O SOPA é o Stop Online Piracy Act, uma proposta indecente de um senhor de seus sessenta e poucos anos que nunca deve ter usado a internet na vida. Ou melhor, usou sim, e provou de sua hipocrisia ao violar direitos autorais em seu site. Enfim, o projeto visava mandar pro xilindró quem ousasse compartilhar quaisquer arquivos com direitos autorais, assim como os sites que os disponibilizarem - incluindo o Google e o Facebook.

- O PIPA é o Protect IP Act, e é mais ou menos a mesma coisa que o SOPA, mas é mais específico para arquivos digitais.

Até aqui tudo certo, porque as empresas arcaicas apoiaram, as modernas e conscientes protestaram e os projetos foram deixados de lado. Festa, bolo e guaraná? Não. "Coincidentemente", o FBI tirou do ar o Megaupload, um dos grandes sites de download do mundo, senão o maior. Cadeia pro dono, tudo culpa dele. Mas tudo bem, ainda existiam o Fileserve, o Filesonic, o Filejungle, o... existiam. Pouco a pouco, os sites de download estão sumindo, e sobram alguns que ninguém sabe o quanto vão sobreviver.

Enquanto isso, está sendo armado um atentado à liberdade na internet, o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement). É uma versão ainda mais retrógrada que os outros dois projetos, com a grande diferença de ser um tratado, como já diz o próprio nome. A intenção é que ele vigore em todo o mundo. O Brasil, porém, alega que não vai assinar o pacto com o demônio, e assim esperamos. No Link, do Estadão, tem informações mais completas sobre o livro de visitas do inferno.

Ou seja: a farra acabou. Os sites de download estão sumindo. Precisamos que as empresas que são a favor de toda essa patifaria - a Disney, o UFC, a Viacom (Paramount, MTV, Nickelodeon), a NBA, a Time Warner (Cartoon Network, Warner Bros., CNN, HBO), entre outras - reconheçam que nós estamos em 2012. Não, não quero dizer que o mundo vai acabar. Bom, talvez acabe, mas quero dizer que nós estamos em outros tempos. Chegou o momento de cair na real: a internet tem que ser o centro das atenções. Se querem ganhar dinheiro, façam por onde. Falam como se não lucrassem nada, querem limitar a cultura do mundo, e não se movimentam um palmo à frente do nariz. Saiam de 1930 e sejam felizes.

Bom, do lado contemporâneo estão o Facebook, o Yahoo!, o Google, a Wikipedia, o Twitter, o Flickr e o Firefox, por exemplo. Espero que o apoio dessas empresas seja decisivo para acabar com o falho combate à pirataria que estamos presenciando. E, pela primeira vez, vejo o Anonymous como um movimento útil, já que trataram de derrubar sites oficiais do governo americano e de apoiadores do SOPA logo após o fechamento do Megaupload, e prometem outras ações de agora em diante. Uma delas é a criação do Anonyupload, um novo servidor de downloads hospedado na Rússia.


O alívio, por enquanto, é saber que as pessoas em geral não são a favor disso. E poucos estão aceitando passivamente a esses dejetos por escrito. O "desafio" das autoridades teve uma resposta da sociedade: a guerra está só começando.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dia 27 – O problema de 2011 foi...



...a moda do "Gostou? Compartilhe" no Facebook, despejando piadas sem graça e memes infinitos na timeline de pessoas inocentes.

...ter lido muito menos do que gostaria. E o pouco que eu li não foi por vontade minha.

...ter levado com ele uma pessoa tão especial como minha prima Anne. Jovem, bonita, inteligente, e tinha o sonho de ser médica. E tudo acabou de repente, numa viagem em que ela estava correndo atrás desse sonho. De uma forma rápida e inexplicável.

Enfim, não foi um ano tão "problemático". Ao contrário de 2010, 2011 não me deu tantos motivos para reclamar.

Os participantes do "Meme das Antigas" estão no blog do criador, Max Reinert, o Pequeno Inventário de Impropriedades.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dia 11 – Meu livro favorito em 2011

Olha, vou dizer que esse ano foi trágico pra mim, como alguém que gosta de ler. Sem contar (mais) uma releitura de Harry Potter e as Relíquias da Morte", foram 8 livros, sendo 4 pra faculdade, e um destes, "Dois perdidos numa noite suja", é uma peça de teatro, um texto relativamente curto. É muito bom, mas não vou considerá-lo por isso mesmo, por ser apenas um "roteiro".

Blablabla
Portanto, os "candidatos" a livro favorito foram: "D.Quixote I", de Cervantes; "Resumo de Ana", de Modesto Carone; "A Paixão Segundo G.H.", de Clarice Lispector; "O Natal de Poirot", "Um brinde de cianureto", "A extravagância do morto" e "Seguindo a correnteza", todos de Agatha Christie - e, coincidentemente (aham), os quatro que li por livre e espontânea vontade.

Nenhum dos três que li para a faculdade me agradou muito. Explico: sinceramente, gostem o quanto vocês quiserem da Clarice Lispector, mas eu não suporto que a personagem fique um livro inteiro divagando diante de uma barata morta e vomitando frases que as piriguetes contemporâneas colocam em seus status do Facebook, com direito a erros de Português. Depois, "Resumo de Ana": o cara resume (!) duas vidas. Basicamente isso, não tem graça nenhuma. E "D. Quixote" é muito bom, sim, mas é cansativo, só isso.

Sobre os da Agatha: "Seguindo a Correnteza" e "Um brinde de cianureto" são bons. "A extravagância do morto" é melhor. E "O Natal de Poirot" ainda melhor, o que faz dele meu livro favorito neste ano.

A história do livro consiste num crime sangrento cometido em plena véspera de Natal. O morto é Simeon Lee, um velho ranzinza. Todos os familiares da vítima ficam sob suspeita, por terem motivos suficientes para odiá-lo. No mesmo vilarejo onde moram os Lee, está o detetive Hercule Poirot, que gentilmente inspirou este blog.

Ah, claro: o que seria desse post se não fosse o Skoob?

Os participantes do "Meme das Antigas" estão no blog do criador, Max Reinert, o Pequeno Inventário de Impropriedades.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tudo termina aqui?

Nem sei o que dizer. Faz mais de três dias que assisti "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", e desde então pensei muitas vezes, mas não sei o que escrever. São tantas coisas que passam pela cabeça, porque Harry Potter representa tanta coisa, que eu realmente não sei se o que eu disser vai passar todo o significado da série pra mim. Mas eu tento.


Todo mundo já sabia que seria assim. Todo mundo sabia que quando o Expresso de Hogwarts sumisse pela última vez diante dos nossos olhos o sentimento de vazio nos invadiria. O que esperávamos era que o último filme, o último grande momento que nós, fãs, tanto aguardamos, chegasse perto da perfeição.

E, sinceramente, chegou. Mesmo com as invenções mirabolantes e alterações desnecessárias de sempre, foi genial, foi digno de todos os aplausos de pé que recebeu. Chegou sim perto da perfeição, ao menos mais perto que todos os anteriores. O fato de esse ser o último, convenhamos, agradaria a todos os fãs de qualquer forma. E o fato de a parte final do último livro ser tão movimentada e bem trabalhada ajudaria, isso sempre esteve claro. Mas, ainda assim, superou todas as expectativas.

 A emocionante despedida do elenco das gravações

Ao fim do filme, com aquela trilha sonora tão característica tocando ao fundo, foi inevitável não lembrar dos quase 10 anos em que Harry Potter esteve presente na minha vida. Flashes de momentos de leitura, de lançamentos dos livros, das estreias dos outros filmes, tudo isso passou pela minha cabeça ao mesmo tempo. Desde minha ida à livraria para comprar o primeiro livro, até a última vez que reli Relíquias da Morte. Desde a estreia de Pedra Filosofal até o momento em que estiquei o pescoço para acompanhar da primeira fileira o fim de Harry Potter.


Se tem algo que o Harry me ensinou foi a valorizar sempre as pessoas ao meu redor. Principalmente aquelas que estão sempre com você, aconteça o que acontecer, como sempre estiveram Rony e Hermione. E elas estavam ao meu lado quando o filme acabou. Como estavam comigo enquanto eu comprava ou lia os livros. Como estiveram e estão, de um jeito ou de outro, por perto. Como espero que estejam sempre.

Harry Potter acabou? Os livros acabaram. Os filmes acabaram. Mas a magia não acabou. Tudo o que o Harry aprendeu e nós, fãs, aprendemos junto, seja pelas palavras de J.K. Rowling ou pelo mundo à nossa volta, não vai acabar tão cedo. 


Pois é, nem tudo termina aqui.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eh bien, um ano...

Parece que foi ontem que eu tive a ideia de fazer um blog. Não tinha ideias pra títulos, apenas uma ideia de post: eu queria falar sobre Harry Potter, queria contar a minha história com a série. Como expliquei depois, motivado por um post no blog da Isa que comparava a saga com Crepúsculo. Achei até que Harry Potter seria um tema recorrente por aqui, mas acabei falando menos do que pensei que falaria. Mas não se preocupem, o calendário vai exigir de mim outro post sobre isso muito em breve.

Então, naquele dia de final de Copa do Mundo, sentei e fiz o texto. Mas antes eu precisava de um título. Algo vago, que não restringisse meus posts. Queria me permitir falar sobre qualquer coisa. Depois de muito pensar, escolhi "Eh bien" porque é uma expressão recorrente de um personagem criado por Agatha Christie, da qual vocês também puderam descobrir que sou fã. Só precisaria explicar o que exatamente eu queria dizer com aquilo, para que não houvesse dúvidas. Até hoje, muita gente me pergunta o motivo desse título. Eu sempre peço pra procurar o primeiro post. Logo depois dessa explicação, postei meu texto sobre Harry Potter. Até hoje, está entre os que mais gosto por aqui.

Um ano depois, aqui sentado no sofá, assistindo a um documentário sobre a final da Copa do Mundo, pensei no que eu poderia fazer pra "comemorar" esse primeiro aniversário do blog. Decidi fazer o seguinte: destacar, entre os 65 posts, os quatro mais comentados e os quatro que mais gosto - desde que não estejam entre os quatro mais comentados, e contar um pouco de cada um deles.

Os mais comentados

4) Dizem que somos piratas. Somos?
 
Foi um assunto que eu sempre quis abordar, tamanha a injustiça que existe com relação a isso. Todo mundo baixa tudo na internet, e a lei insiste em ser acéfala quando não se obtém lucro. Até mesmo com produtos que não existem mais no mercado. E o que existe, vocês sabem, custa muito caro, e abaixar o preço ninguém quer.

3) Harry Potter e a diretora da minha escola

O primeiro texto de verdade, o que motivou o blog. Foi importantíssimo pra aprender a escrever de um jeito diferente, a escrever diretamente pra outras pessoas, além de escrever pra mim mesmo. E escrever sobre uma das coisas que mais gosto seria essencial pra começar.
 
 
2) And from your lips she drew the Hallelujah

Inspirado pelo bróder Victor, comecei a procurar outras versões dessa música, que já gostava bastante. Depois de conhecer várias, resolvi fazer um ranking das versões que mais gostei. O resultado foi bem legal, e as pessoas parecem ter gostado. Ainda bem.

1) A infância nos anos 90
 
Valeu a pena passar uma tarde e uma parte da noite fazendo esse post. A divulgação no Ocioso foi essencial pra ser o mais comentado e pra render visitas ao blog até hoje. Mas é daqueles posts que te dão orgulho depois de prontos.


Os favoritos
 
4) "And the Oscar goes to..."

Uma ideia comum, que muita gente deve ter feito, e que surgiu de repente, quando vi que tinha assistido a todos os filmes entre os indicados ao Oscar. Gostei bastante do resultado.


3) Respeito aos brothers

Uma coisa que nunca gostei foi de gente que gosta de controlar o que você assiste na TV. Os argumentos de quem odeia Big Brother e quer julgar quem assiste são sempre os mesmos, e sempre me irritaram. Quem não gosta tem todo o direito de não gostar, mas não tem moral alguma pra decidir o que os outros devem assistir ou não.

2) Apito final

Foi um dos textos mais automáticos que já fiz, e esses são sempre os melhores. O texto me levou mais do que eu o levei.

1) A emoção do futebol

"Motivado" pela tristeza que abalou os palmeirenses após a eliminação inesperada do Palmeiras diante do Goiás na Copa Sul-Americana, resolvi escrever pra contar a emoção que uma partida de futebol provoca naqueles que amam o esporte, baseando-me na experiência própria da eliminação do Flamengo na Libertadores de 2008.



Por fim, obrigado a todos vocês que visitaram o blog, comentando ou não, que tenham vindo porque viram um post que acharam interessante ou porque são meus amigos ou gostam do que escrevo. Espero que continuem vindo aqui por mais um ano, ou seja lá quanto tempo for.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Skoob: organizando a estante


Como já contei aqui algumas milhões de vezes, adoro ler. E não apenas de ler o livro, eu gosto de guardá-lo, de ter uma estante cheia deles, como tenho no meu quarto.

Confesso que nunca tinha pensado na possibilidade de catalogar e avaliar todos os meus livros, num papel, num arquivo de Word, ou qualquer coisa assim. Ainda bem, porque senão eu faria esse absurdo. E melhor ainda que alguém teve a brilhante ideia de criar uma rede social temática, exclusivamente dedicada aos livros: o Skoob.

Fui apresentado ao Skoob em setembro de 2009, e comecei a procurar todos os livros que lembrava que já tinha lido. Impossível, eu sei, de tantos livros que eu caçava na biblioteca da minha escola, no Ensino Fundamental. Muitos livros pequenos, infantis, mas eu lembrei de vários deles e os procurei. E fui aprendendo a mexer no site, organizando e entupindo a minha estante virtual com os livros que já li ou quero ler, os que eu tenho e os que eu não tenho.

Funciona da seguinte maneira: você procura pelo livro e o adiciona à sua estante, como "lido", "lendo", "relendo", "abandonei" ou "vou ler". Se você tiver o livro, marca a opção "tenho". Se já leu, pode avaliá-lo, atribuindo uma nota de 1 a 5 estrelas. Você pode também selecioná-lo como um de seus livros favoritos, se quer ganhá-lo de presente, trocá-lo, ou se o emprestou.

Imagem meramente ilustrativa

Além de tudo isso, você pode escolher a capa do livro que você tem à sua disposição, porque o número de páginas geralmente varia entre as edições de capas diferentes. E isso influi no seu "histórico de leitura": enquanto você lê o livro, pode dizer em que página está, atribuir uma nota parcial a ele e escrever alguns comentários. E, depois, pode publicar uma resenha (e não precisa ser de 3000 caracteres).
 
"Amigos" e "seguidores" não são exclusividades de Orkut, Facebook e Twitter. Você pode adicionar seus amigos, que provavelmente serão poucos, segui-los, e acompanhar suas atualizações. No perfil de cada um de seus amigos, há uma barra de compatibilidade de leitura, que relaciona sua estante com a deles. Normalmente, a porcentagem é baixa.

Nenhuma das funções do Skoob, no entanto, é mais útil que a de separar os livros que você pretende ler. Não que você realmente vá lê-los, mas ficou difícil dizer "não sei o que ler", e ficou fácil lembrar dos muitos livros que vemos por aí e acabamos esquecendo que desejamos lê-lo, ainda que por um momento.

Quem não dispensa um bom livro com certeza vai gostar do que o Skoob tem a oferecer. É uma ideia simples, mas de uma utilidade impressionante.

PS: Caso você não tenha percebido, "Skoob" é "Books" (acho que você sabe: "livros", em inglês) ao contrário. Se não percebeu, não se sinta estúpido. Eu percebi depois de uns 2 meses.

PS (2): Como eu sei que você vai se cadastrar lá, me adiciona.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dia 16 – Em 2010 eu tentei...

...um estágio, pela primeira vez. Não estava também muito a fim de sair da rotina de folgado, mas fui lá e mandei meu currículo pra ver se eu arriscava. Não me procuraram. Ou melhor: alguém me ligou no celular (um número de SP) 1 ou 2 dias depois de eu ter enviado o currículo. Mas a ligação foi por volta de 16h, e eu estava dormindo, infelizmente. (Foi só nesse dia que eu dormi à tarde, juro)
Tentei também ler todos os livros que os professores da faculdade pediram, ao menos na matéria em que eu estava com mais problemas no boletim (no geral, não passei nem perto de ler todos). Mas não deu muito certo: li os três primeiros livros para a tal matéria, e, depois de pensar muito, comecei a ler o do último bimestre. Logo desisti, tamanha a chatice.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Dia 11 – Minha compra de 2010

Não me lembro de ter comprado nada especial em 2010, nada pra lembrar pra sempre.

Fui pro Paraguai no meio do ano, e comprei algumas coisas por lá: uma máquina digital bem simples, cuja tela parou de funcionar há algum tempo, ficando branca quando eu ligo; um gravador digital, que descobri depois que não tinha saída USB, e não usei até agora; e um controle e um Memory Card de 16 MB, ambos para PlayStation 2, e funcionando perfeitamente até hoje... mas não os considero como a compra do ano.

Comprei vários livros, li a maioria deles. Como eu tenho que dar uma resposta, ela é simples assim: uns 5 ou 6 livros, pela internet. Falei sobre eles no post sobre livros, há alguns dias.

Enfim, não fui um consumidor muito compulsivo esse ano. E eu até me orgulho um pouco disso.

PS: não sou "pão duro", até gasto bastante, mas com comida, cinema, coisas do tipo... que não poderia considerar como compra do ano.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dia 6 – Meu livro favorito em 2010

Curiosamente, de todos os livros que li nesse ano, só li um livro lançado em 2010: "Opúsculo: A Paródia", uma "homenagem" até que engraçada à série "Crepúsculo".

Fora esse, li outros 14 livros, sendo 8 deles para a faculdade. O mais interessante desses foi "Estrela Solitária: um brasileiro chamado Garrincha", uma curiosa biografia do jogador, escrita por Ruy Castro.

Dos 6 restantes, 4 são da Agatha Christie, um sobre jornalismo,e uma grata surpresa vinda de uma propaganda do Skoob (uma rede social de livros, que me ajudou a lembrar do que eu li, e da qual eu pretendo falar em outra oportunidade): "Um mundo perfeito", de Leonardo Brum, que conta uma história fantástica sobre a realização dos desejos dos habitantes de uma ilhazinha no litoral brasileiro.

Então vamos falar de onde realmente saiu o meu livro favorito de 2010: Agatha Christie. Em ordem crescente de preferência: "Os cinco porquinhos", "Um corpo na biblioteca", "Assassinato no campo de golfe" e aquele que agora é não só o meu livro favorito de 2010, como também o meu preferido da autora: "O assassinato de Roger Ackroyd". O problema é que eu não posso nem falar o porquê de ele ser o meu favorito, porque acabaria com a graça de quem ainda não leu. Ou melhor, eu posso contar: eu adivinhei o assassino. Eu pensava que quando eu descobrisse o final de um livro dela eu acharia a história menos brilhante, mas não foi isso que aconteceu: pra mim, é o melhor.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dia 2 – Mas 2010 ainda não acabou, ainda vou tentar...

...fazer muitas coisas, afinal ainda temos um mês até o ano terminar.


O mês de dezembro, coitado, é sempre esquecido, quando ele chega todo mundo já está pensando no próximo ano. Talvez por isso ele seja o que "passa mais rápido". E é o mês que eu mais gosto, pelo menos enquanto eu ainda não trabalho.

Voltando à proposta do meme pra hoje, o que eu ainda vou tentar esse mês:

Ficar em casa, comer demais, assistir muitas séries, ler livros, ir ao cinema, jogar bola, dormir além do necessário. Talvez eu vá à praia. E tem o Natal também, e isso implica em festas, presentes, comer mais um pouco...

Seja sempre bem-vindo, dezembro.

PS: Olha, lá se foi o primeiro dia do mês, e eu mal percebi.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A infância nos anos 90

Éramos felizes e não sabíamos. Conforme a gente vai crescendo, junta tanta coisa pra fazer, tanto trabalho, tantas responsabilidades novas, que bate uma saudade do tempo em que nossa maior preocupação era passar de ano. Quando ela existia.

Eu cresci na década de 90. E a grande maioria das pessoas que eu conheço também viveu sua infância na mesma época, ou pelo menos lembra das mesmas coisas. Que coisas são essas? Você se lembra? Se não, eu vou tentar ajudar um pouco. Se sim, não tem problema, eu garanto que a nostalgia de ver de novo uma parte de tudo aquilo que você não vê há mais de 10 anos é muito boa.


Com a ajuda da comunidade "100 coisas da década de 90" e do blog "Você se lembra?", reuni nesse post as minhas principais lembranças dessa década tão animada. Deixando claro que podem ter coisas de antes de 1990 e depois de 2000, o que não impede que elas tenham marcado a infância dessa geração.

Power Rangers têm a força
TELEVISÃO

Pra começar, todo mundo assistia TV, ou ao menos se recorda do que passou por lá na década de 90. Eu, particularmente, não me lembro muito bem da TV Colosso, dos Cavaleiros do Zodíaco, dos Power Rangers, do Doug e das Tartarugas Ninja, mas sei que todos esses fizeram sucesso.

Como Cartoon Network era o meu paraíso da diversão na televisão, nada mais justo que citar os clássicos Pokémon, A Vaca e o Frango, Dragon Ball e O Laboratório de Dexter.


E quem não se lembra do Programa Livre, do Fantasia, do Passa ou Repassa, das Chiquititas, do Sai de Baixo, do Hugo, do Castelo Rá-TIm-Bum e do Cruj? E não dá pra não falar do Chaves e do Chapolin, que estão aí até hoje.


FILMES

Hakuna Matata!
Levanta a mão aí quem já assistiu O Rei Leão mais de 19 vezes. Outros filmes da Disney também foram hits da década passada. Por exemplo: Hércules, Vida de Inseto, Tarzan e Toy Story, que teve a emocionante última sequência lançada há cerca de três meses.
O Menino Maluquinho, sucesso no cinema nacional, também me conquistou. Assim como O Máskara e outros dois que batem cartão na Sessão da Tarde: Meu Primeiro Amor e Esqueceram de Mim.


MÚSICA


Nessa época, em que ainda não existiam MP3's e Ipod's, o que tinha de mais moderno era o Discman, sucessor do Walkman (que também apareceu bastante). E o que as crianças escutavam? Sim, momento vergonha. Ou nem tanto assim, afinal todo mundo escutava, por exemplo, É o Tchan. Ninguém sabia o que significavam as letras, o importante é que todo mundo dançava na boquinha da garrafa e passava por debaixo da cordinha. Também era legal cantar as besteiras dos Mamonas Assassinas, mas não fica bem compará-los com a galera do Compadre Washington. As músicas daquele único CD deles ficaram guardadas pra sempre, até por quem não sabia o que estava cantando.

Como crianças, nosso papel era escutar Eliana e aprender a comer o lanchinho pra ficar fortinho e crescer. Não que ninguém escutasse Backstreet Boys, claro. Eu não gostava, mas era bem popular, principalmente com as meninas, que também curtiam um N'Sync pesado, os Hanson e as Spice Girls.


E, é óbvio, tenho que lembrar aqui do supra-sumo musical dos anos 90 no Brasil: Sandy & Junior. Desde os primeiros sucessos, como aquele da Maria Chiquinha que foi dar pra outro no mato e tentou fazer o Genaro de idiota, até a tentativa de carreira internacional que não deu muito certo, as crianças foram as grandes responsáveis pelo êxito da dupla. E até hoje, todo mundo sabe que se a lenda dessa paixão faz sorrir ou faz chorar, o coração é quem sabe.

BRINCADEIRAS

Esconde-esconde, Pega-pega, Bandeirinha, Polícia e ladrão, Queimada, Taco, patinete, skate... uma das coisas que mais dão saudade da infância são as brincadeiras de rua. Elefantinho colorido... "que coooor?"

Tem também Gato mia, a brincadeira que sempre terminava com alguém chorando e um adulto xingando a galera dizendo que "não dá certo, sempre sai alguém machucado". E as mais tranquilas Passa Anel e Telefone Sem Fio.

BRINQUEDOS E ELETRÔNICOS


Saudades do Super Trunfo e do Pega Varetas... e mais ainda dos Tazos que vinham nos salgadinhos, e de cuidar do meu Tamagotchi. De montar castelos de Lego e gravar qualquer porcaria no Meu Primeiro Gradiente. E poucas coisas eram tão legais quanto ficar respondendo perguntas dos livros do Pense Bem.

Esses brinquedos perderam espaço, aos poucos, para o Game Boy e para os video games: Mega Drive, Super Nintendo, Nintendo 64 e Playstation arrebataram a galerinha da pesada. Quem não se lembra do Flicky, do Sonic e do Mario?

DE COMER

Aposto um Frutilly que você adorava os Chicletes Mini, o chocolate Surpresa, os guarda-chuvas de chocolate, e puxava o Push Pop. Ah, e com certeza você não pagava uma fortuna no Kinder Ovo, a embalagem ainda era laranja e as surpresinhas eram mais legais.

PROPAGANDAS

Tá, eram muitas as propagandas legais. Mas vou colocar duas que tenho certeza que vocês vão se lembrar.


OUTROS

Livros da Coleção Vaga-lume, principalmente os do Marcos Rey, marcaram época. Os do Pedro Bandeira também, pelo que dizem, mas eu só li O Fantástico Mistério de Feiurinha.

Os gibis da Turma da Mônica fizeram muito sucesso, também, com essa geração.

Os computadores geralmente tinham Windows 95, a gente usava disquete, e a internet era à lenha. Mas era divertido demais. E o ICQ, que eu lembro o meu número até hoje? Também surgiu na década passada.

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É isso. Espero que tenha servido para todo mundo matar um pouco das saudades.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Agatha Christie: Rainha, do Crime e dos livros


Li apenas sete livros da Agatha Christie. Pouco, perto dos 80 que ela escreveu, além das obras de teatro. Mas afirmo, com toda a segurança, que só o primeiro livro que li foi suficiente para me apaixonar pela obra dela e passar a admirá-la. E, pelo que soube depois, A casa torta nem era um de seus livros mais aclamados, e sequer contava com Hercule Poirot ou Miss Marple. E, depois de ler outros seis livros, ele ainda é um dos que mais gosto.

Dona de uma inteligência mirabolante, seus desfechos são famosos por surpreender o leitor, que não resiste às tentativas de tentar acertar o final da trama. E, em geral, acaba enganado por Agatha.

Hoje, Agatha Christie completa 120 anos de vida. Há 34 anos, ela faleceu, aos 85, mas permaneceu viva ao deixar sua vasta obra para perpetuar-se nas estantes de todo o mundo. Se não fosse desta forma, não estaríamos lembrando hoje de seu aniversário.

Se você ainda não leu qualquer livro dela, não direi que está perdendo tempo, porque nunca é tarde pra começar. Eu mesmo ainda tenho muito o que aprender sobre Agatha Christie, e mais de 70 livros dela pra ler. Também não tenho pressa, porque, a cada livro lido, é triste pensar que estou mais próximo do fim. Apesar de extensa, a coleção termina. E imagino que, depois disso, fica um vazio. Ainda que eterna em nossas estantes, a Rainha do Crime não pode nos escrever mais. Vale saborear cada página de talento que ela nos deixou.

Eh bien... obrigado por tudo, Agatha Christie. E que sua lembrança continue por mais 120 anos.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Exploração Bienal

Bienal do Livro: preços altos, gente e crianças perdidas. (Foto: Agência Estado)

Uma das primeiras coisas que disse aqui foi que eu sempre gostei de ler. Vivia na biblioteca da escola, mas sempre comprei também. Os preços dos livros costumavam ser mais baixos quando eu era criança, mas lembro de vê-los aumentando, aos poucos. Ao mesmo tempo que a população brasileira, de um modo geral, era (e segue sendo) tachada de desinteressada por livros.

É complicado julgar o brasileiro desta forma. Primeiro porque os livros, caros como estão, comprometem o salário do trabalhador. Segundo, porque esse desinteresse não é tão grande como sempre ouvi dizer. O brasileiro lê sim, apesar de tudo. Ou a Bienal do Livro não receberia um público enorme durante seu período de exposições.

E a Bienal abusa do público, sem o menor pudor, apesar de os ingressos não serem caros (10 reais, e quem pode paga meia). A começar pelo estacionamento, que custa singelos 25 reais. E não, você não ganha livros de brinde. Ainda assim, pelo que eu vi, é difícil encontrar vagas. Para quem vai de metrô, é a coisa mais fácil do mundo: descer na estação Tietê e sair pelas escadas ao lado do acesso ao metrô sentido Jabaquara. Atrás do minishopping, várias vans, ou mesmo ônibus fretados te levam ao Pavilhão do Anhembi, de graça. E, para voltar, é só esperar no mesmo lugar.

Mais abusivo que o estacionamento, só as praças de alimentação. Num restaurante, o seu prato sai por apenas R$39,50 o quilo. Lanches também não são baratos, nem refrigerantes. É melhor ir sem fome, ou passar fome.

Mas o abuso mais irritante de todos é o preço dos livros. A Bienal é uma grande livraria. Os preços não são diferentes, e era isso o que eu esperava do evento: diferença. Confesso que, quando cheguei, tinha esperança, mas a cada stand eu via preços até mais chocantes que os das livrarias. Quando criança, eu lia alguns livros da coleção Vaga-Lume, pagava R$15, mais ou menos, em cada um. E lá fui eu conferir o preço de um deles. R$27.

Você já leu Flicts, do Ziraldo? É ótimo pra quem está aprendendo a ler. É grande, colorido, e com um ou dois parágrafos por página. Não lembro mais da história, mas lembro disso. E de que esse livro não custava, em hipótese alguma, TRINTA reais.

Ir à Bienal requer também paciência com crianças. Elas não sabem de onde vieram nem pra onde vão, ficam paradas, surgem na sua frente, e atrapalham o fluxo. Excursões escolares são uma tragédia na vida de quem quer apenas comprar uns livros. Os responsáveis pela excursão com certeza devem pensar "aiquelindo meus alunos vão na bienal vão ver livros vão querer ler e ser alunos melhores", mas os alunos querem se pegar nos corredores, entrar na internet do Espaço Volkswagen e tirar foto com um Justin Bieber de papelão. A grande maioria está ali porque os outros estão, e pra promover a algazarra. Por outro lado, vi crianças pequenas lendo livros, inclusive uma menininha de uns quatro ou cinco anos chorando porque não tinha dinheiro pra comprar nenhum. E, coitada, se tivesse, mal ia conseguir comprar um.

Pra mim, o que ficou de positivo foi o stand do Submarino. Apesar de não venderem livros ali, por motivos que desconheço, atualmente são eles que os vendem por preços justos. Serve mais como propaganda do site. Eles também promovem a interação com livros digitais, por meio do Cool-er, fabricado pela Gato Sabido, que eu não conhecia. Parece ser uma versão pobre mais modesta do Reader, da Sony.

Apesar do recorde de público, a Bienal foi um fracasso. Não adianta receber milhares de pessoas e não colaborar com as condições financeiras de grande parte delas. Não adianta receber quase 200 mil estudantes e se vangloriar disso, se não é isso o que a maioria deles quer. Para quem realmente procura livros a um preço acessível, o melhor lugar não é a Bienal, nem sequer as livrarias. Infelizmente.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dizem que somos piratas. Somos?

Você já baixou, uma vez que fosse, alguma música, algum filme, algum episódio de seriado? Se sim, você pode ser preso. Falando sério, de acordo com a legislação brasileira, se já fez isso, você pode passar umas primaveras no xilindró.

Falo isso porque li uma notícia muito interessante, dizendo que um casal que mantinha um site muito grande de downloads foi preso em flagrante. Ok, eles lucravam com o site. Aí eu concordo com a lei, acho errado obter lucro explorando um conteúdo. Veja bem, obter lucro. A lei não é essa. Segundo ela, isso não faz diferença. Mas é óbvio que faz, e muita.

Hoje, tudo se resume a dinheiro. Esse é o primeiro e grande problema. Não condeno o fulano ou o zezinho, que cantam maravilhosamente bem, e querem vender a música deles. Condeno o ponto a que eles chegaram de terem que bater o pé pra ganhar dinheiro com aquilo. Quem tem talento não reclama, apenas vende. Quem é fã, quem admira um trabalho, guarda dinheiro e compra o produto. Os artistas ainda estão longe de vender pouco.

A APCM foi criada em 2007, e realiza um combate eficiente quanto à pirataria. Mas o que é pirataria? É um produto copiado de forma ilegal, geralmente um CD, com filme ou músicas, que é vendido por aí. Eles ampliaram os conceitos, abriram novos horizontes, invadiram a sua casa. Fiquei assustado com a dimensão que eles dão para um arquivo idiota que você baixa. É ridículo. O Senado ainda faz questão de comprar a briga da APCM, e inventa leis para complicar essas coisas. Tudo o que mais importa no país fica em segundo plano. Educação, saúde, segurança? Quem quer saber disso? Vamos ver quem está baixando o Rebolation em casa e mandar pra cadeia!

APCM ensina no site dela como identificar um CD pirata. Aposto que você não saberia!
PS: Baixei essa imagem do site da APCM. Serei preso?

Se eles realmente querem que a população se conscientize disso, não é mais fácil começar a se preocupar com os preços desses produtos? É um absurdo, não é qualquer um que pode pagar trinta reais num CD. E se um compra, ele pode compartilhar. Volto a dizer, quem aprecia o artista pode até baixar, mas vai adquirir o CD. E acredito que é por isso que ele merece receber. Afinal, é fácil, depois de emplacar um sucesso, meter mais dez músicas desconhecidas num CD e querer vender pra quem só quer ouvir uma.

Quanto aos filmes, penso parecido. É muito caro pagar quarenta reais num DVD que você vai assistir poucas vezes, talvez apenas uma. É ingenuidade da APCM acreditar que todo mundo vai querer cumprir a lei à risca e não baixar. Assim como quem compra CDs, muitos fãs de seriados compram os boxes. Mas muitos outros não têm condições, e a internet é uma alternativa. A "difícil" tarefa da APCM é manter os produtos - que são, sim, vendidos - no mercado, e liberar o acesso aos arquivos compartilhados.

Por fim, quero dizer que eu estou apenas questionando a lei e as atitudes da APCM. Pra mim, existe um ponto - quando são vendidos - em que músicas, filmes, seriados e livros passam a ser públicos. Quem merece ganhar dinheiro, ganha. Os músicos fazem shows, cobram caro por isso e ainda vendem CDs; as produtoras de filmes gastam uma fortuna, mas recebem outra e pagam os atores com outras, com o dinheiro do público que vai aos cinemas, paga caro, e ainda compra DVDs; as emissoras compram os seriados, e os fãs, que nunca são poucos, compram os boxes de DVDs. Não há motivo, portanto, na minha opinião, para a APCM e o governo impedirem o livre acesso a essas mídias. É só isso o que eu não entendo: por que não um pouco mais de bom senso e um pouco menos de amor ao dinheiro?

PS: Agora há pouco, eu descobri que, no Congresso, está em trâmite um projeto de lei para regular a atividade dos blogueiros, que teriam de moderar os comentários e seriam responsáveis pelo conteúdo dos comentários anônimos. Além disso, seria exigido um cadastro no Registro.br, informando nome, RG e CPF. A autoria do projeto é do deputado federal Gerson Peres (PP-PA), que foi atacado por um anônimo num blog. A censura está chegando à internet.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Harry Potter e a diretora da minha escola

Quem me conhece, ou até mesmo quem não me conhece tanto assim, sabe o quanto eu gosto de jogar futebol. Mas nem sempre foi assim. Eu costumava frequentar a biblioteca da escola no intervalo das aulas, em vez de ir jogar com os meus colegas, pelo menos até a terceira ou quarta série. Sempre gostei de ler, afinal. A cada semana, ou menos que isso, era um livro novo. Em geral, eu preferia os de mistério e suspense.

Não vou me lembrar da data exata em que ouvi falar pela primeira vez de Harry Potter, mas foi em 2001. Eu tinha nove anos, e estava ali, na biblioteca, pra variar. A diretora, que às vezes aparecia por ali, entrou, falou qualquer coisa com a bibliotecária, e depois comentou comigo:

- Você já leu o “Rére Porter”? É um best-seller, a garotada tá lendo agora. Meu (insira aqui algum grau de parentesco) leu, e achou o máximo.

- Não. – sempre falei bastante.

- Deveria ler, é uma série de quatro livros, e todo mundo diz que é bom.

Na época, Harry Potter e o Cálice de Fogo era o último livro lançado da série. E era tratado como último dos últimos por quem não tinha lido, ou não sabia que ainda viriam outros pela frente. Eu mesmo, desavisado, demorei para descobrir que a série não terminava ali.

Continuei vasculhando a estante, procurando algum livro mais interessante pra ler, e tive a curiosidade de procurar pelo tal “Rére Porter”, mas não o encontrei.

- Ué, e não tem aqui? – perguntei, um pouco indignado.

- Não. Mas qualquer livraria tem.

Ah, não acredito! Nem suspeitava disso. Enfim, ela fez a pobre recomendação dela e saiu da biblioteca. Mas eu tinha mais o que ler, né. Procurei mais um pouco e peguei algum livro qualquer, com uma capa legal e uma sinopse envolvendo mortes.

Não muito tempo depois disso, eu passeava pela imensidão do shopping de Taubaté, com a minha mãe, quando passamos em frente à livraria e notei uma pilha de exemplares de Harry Potter e a Pedra Filosofal entre os mais vendidos. Aqui eu posso dizer, com certeza, porque eu me lembro muito bem e porque eu acabei de olhar no calendário, que era dia 9 de outubro, uma terça-feira, às vésperas do feriado de dia das Crianças (um beijo pra Nossa Senhora Aparecida). Ainda não tinha pensado em nenhum presente para esvaziar os bolsos dos meus pais, então decidi, antes mesmo de entrar na livraria, que eu aceitaria a sugestão da minha diretora. Eu leria o primeiro livro do “Rére Porter”. Foi o meu presente naquele 12 de outubro. Mas quando eu terminei de lê-lo, pedi os outros três lançados até então. Minha mãe achava legal eu pedir livros pra ler, e nem se incomodou em comprá-los. E isso não foi só com Harry Potter, ainda bem.


A carta que todo mundo já quis receber um dia

Pouco mais de um mês depois, eu já era um pequeno grande viciado na série. E cheguei a contar os dias para a estreia do primeiro filme, que seria no dia 23 de novembro. Mas eu não esperava que o cinema de Taubaté estreasse o filme na data correta, porque, bem... era o cinema de Taubaté. Hoje, eu teria certeza que eles passariam, mas eu era uma criança que esperava pelo pior. Então, naquela bela tarde de sexta-feira, ainda sem saber se o filme estava em cartaz e com poucas esperanças, liguei para o cinema para saber a programação, já que o acesso à internet não era tão fácil como hoje. E eu ouvi o que eu mais queria, aliviado. Guardei o melhor horário, desliguei o telefone e fiquei pulando na cama. Sério, foi indescritível a sensação de saber que, de repente, eu estava a poucas horas de assistir ao primeiro filme de Harry Potter.

Chegando lá, nem tinha tanta gente assim. Harry Potter não era nem perto do que é hoje, não arrastava multidões para os cinemas como arrasta hoje. Também não tive que ouvir ninguém gritando porque o Harry apareceu na tela pela primeira vez. Tenho certeza que se eu for na próxima estreia, como eu sempre gostei de fazer, tanto pra acabar com a ansiedade como pra evitar ler e ouvir coisas sobre o filme antes de assistir, eu vou ouvir esses gritinhos de gente que quer aparecer, ou encontrar aquela galera maneira vestida de Luna, de hipogrifo, de vassoura ou de Hogwarts. Mas isso é outro problema. O que importa é que naquela noite eu senti que o Harry iria dominar o mundo. Ele dominou, e eu me sinto imensamente feliz de ter colaborado com isso.

De qualquer maneira, eu esbarraria nos livros da J.K. Rowling. Mas é à diretora da minha escola que eu devo agradecer por me apresentar o “Rére”. Sim, ela não sabia nada sobre os livros, mas e daí? Ela me recomendou a leitura a tempo de eu me tornar um fã e ter a alegria de conferir a estreia do primeiro filme no cinema. Parece pouco, mas talvez seja magia.

domingo, 11 de julho de 2010

Eh bien, o título

Hercule Poirot, se você não conhece, é o homem no topo da página.
Ou melhor, esse é o David Suchet, que o interpretou na série Poirot.

Hercule Poirot, na verdade, é um personagem brilhante criado pela sensacional escritora britânica Agatha Christie. Ele é um detetive belga que utiliza suas "células cinzentas" para desvendar crimes, descobrindo não só quem, mas também como e o porquê. Diante da falta de criatividade para batizar o blog, decidi usar a expressão "Eh bien", amplamente utilizada por Poirot, e que vocês podem arduamente traduzir para algo como "É, bem..."

Afinal, quando eu decidi fazer esse blog, não escolhi exatamente um tema. Queria me dar a liberdade para falar de qualquer coisa. Eh bien... acredito que esse título seja adequado.