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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dia 9 – Um vídeo do YouTube em 2011

São tantos vídeos que eu vejo, dou risada, acho interessante, mas nessas horas eu esqueço e acabo lembrando dos mais recentes. Tenho certeza que vi outros muito legais, e não consigo também escolher apenas um. Portanto, vou escolher quatro, mas em vez de um ranking, como fiz no ano passado, vou separar por categorias (e me desculpem pela dose extra de "Harry Potter"):

O mais fofinho
Isadorinha, cantando "Como é grande o amor por você", conquistou multidões.


O mais "vergonha alheia"
O vídeo é do ano passado, mas eu descobri esse ano (e pensava que tinha sido no ano passado, fiquei assustado de ter percebido). Pela voz brilhante do "MC Yuri", o vídeo acaba sendo engraçado. Apesar disso, é legal ver a declaração do menino pela avó.



O mais criativo
Não seria muito mais simples?


O mais emocionante
Não é o mesmo vídeo que postei aqui, é mais recente. E mais emocionante.


Os participantes do "Meme das Antigas" estão no blog do criador, Max Reinert, o Pequeno Inventário de Impropriedades.

domingo, 13 de novembro de 2011

Sobre Coldplay, Mylo e Xyloto

Nunca fui de gostar muito de bandas. Sempre me considerei eclético, podendo gostar de uma música independente do estilo dela ou da banda que a toque. E é delas, das músicas, que eu costumo gostar. Não vou dizer pra vocês que eu conheço Beatles, por exemplo, pra pegar uma banda que praticamente todo mundo gosta. Eu conheço "Yellow Submarine", "Help", "Yesterday", e provavelmente dezenas de outras que só vou saber ouvindo, nem sei o nome. É por isso também que eu não costumo ir em shows. Conheço pouco de discografias, de álbuns, não sei se por preguiça, impaciência ou falta de interesse.


Mas isso tudo tem uma exceção (talvez duas, mas o post é sobre uma). Desde 2005, eu passei a ter uma banda pra chamar de favorita. E mesmo assim, não me considero um conhecedor da discografia. Coldplay, na época, bombava com o álbum X&Y. E eu nem sonhava em saber disso. Conhecia algumas músicas, ouvia, e ficava feliz, sem saber de qual álbum faziam parte, e nem me importando em descobrir. Isso mudou um pouco em 2008, quando foi lançado o Viva la Vida ou, pra ser chato, Viva la Vida or Death and All His Friends. Nessa época, ouvi o CD algumas vezes, geralmente antes de dormir - sem piadas.

Outra coisa que costuma acontecer é que acabo "esquecendo" a banda por um tempo, e depois de um longo inverno volto a ouvir. Com séries também foi assim. Eram uns 3 meses sem assistir um episódio, e 1 mês assistindo quase sem parar. Enfim, fiquei um tempo razoável escutando Coldplay bem de vez em quando, até o show no Morumbi, em março do ano passado. Confesso que fui sem saber identificar uma ou outra música do álbum novo, tipo "Lost" (que agora é uma das minhas preferidas). Mas, apesar de ter sido um fã relapso, sempre que alguém me perguntava qual era minha banda preferida, desde 2005, eu sempre respondia Coldplay.


No mês passado, depois do show épico do Rock in Rio, a banda lançou outro álbum: Mylo Xyloto. Nome estranho, mas ok. Descobri, lendo no orkut por aí, que há uma história por trás dele, assim como no Viva la Vida. É o tal do álbum conceitual, que outras bandas já adotaram, como ~~a partir daqui, créditos ao amigo e fonte para assuntos musicais, Victor~~ os próprios Beatles (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band), The Who (The Who Sell Out), Pink Floyd (The Wall e The Final Cut), e outros ~~fim dos créditos do amigo Victor~~. Em Viva la Vida, resumidamente, o Coldplay tenta contar uma história de um homem que, em meio à guerra, quase morre, enfrenta a prisão, foge, leva o amor de sua vida para um local distante, sofre com sua morte e, por fim, se entrega à guerra, tendo o mesmo fim. Ok, eu confesso, li uma análise no orkut e realmente as coisas se encaixam.

Agora, três anos depois, Mylo Xyloto conta uma história de amor. Já que eu confessei, vou continuar: segundo outra análise lida no orkut, Mylo e Xyloto são um casal apaixonado (provavelmente grafiteiros) que enfrenta dificuldades para se manter unido, sendo perseguido por um grupo. Eles até chegam a fugir, mas Xyloto é capturada, deixando Mylo sozinho. Quando os dois se encontram, Xyloto está magoada por ele tê-la deixado ser capturada, e eles brigam e acabam terminando tudo. Mylo, depois da depressão, tenta se reerguer e pedir perdão à amada, que, por fim, se junta a ele onde os pássaros cantam e existe um final feliz.

Alguns fãs do Coldplay parecem não ter gostado muito do álbum. "Mudaram o estilo", "Coldplay não é mais o mesmo", "Coldplay acabou", "A banda perdeu a identidade"... vi muito disso por aí. Na minha opinião, Coldplay nunca teve um estilo muito definido, sempre foi aquilo que seus integrantes quiseram que ela fosse. Eu, particularmente, não consigo não gostar. Sou suspeito pra falar, porque se um dia o Chris Martin bater com as mãos espalmadas no piano e cantar "lalalala ôôôô yeee", pode ser que eu não veja defeito nenhum na música. Mas ultimamente, Mylo Xyloto é só o que eu tenho escutado. Não, não é melhor que os anteriores. Talvez seja, sim, o pior disco do Coldplay, mas o nível dos outros é espetacular pra chamá-lo de pior. É sensacional, e não me façam buscar adjetivos pros outros.

Minha única crítica quanto a esse CD é a duração. São 14 faixas, que na verdade são 11, já que são três de "interlúdio", como se fossem intervalos entre músicas ou simplesmente introduções das posteriores. A primeira, homônima do álbum ("Mylo Xyloto"), por exemplo, é praticamente parte integrante de "Hurts Like Heaven", que vem a seguir, toda animada. "Paradise" não perde o tom, já ganhou o gosto popular, e inclusive tem um clipe muito bem feito:





"Charlie Brown" é, pra mim, a melhor música do álbum. Dizem que é uma homenagem ao desenho. "Us Against the World" é um pouco triste, mas tem uma letra pegajosa, daquelas que não saem da cabeça. Depois de mais um interlúdio, "M.M.I.X" (vejam que ela depende da próxima), vem "Every Teardrop Is a Waterfall", outra que tem feito sucesso, talvez por seu ritmo um pouco mais acelerado. Foi inclusive o primeiro clipe do Mylo Xyloto a ser lançado.


"Major Minus" tem um ritmo diferente também, representa na história o momento em que a Xyloto é capturada/levada/estuprada. "U.F.O.", só com voz e violão, é a solidão de Mylo depois disso, e o único problema é (de novo) a duração. Só 2 minutos de uma música incrível, e tão simples. E aí vem a tão criticada música, talvez o que tenha motivado certos fãs a receberem o álbum com pauladas: "Princess of China", com participação de Rihanna (a intérprete de Xyloto, na história). Bom, ela não fez nada pra mim, não tenho nada contra ela, nem a favor. Ouso dizer que grande parte dos críticos do CD e da música já estavam com pedras (e tijolos) nas mãos antes mesmo de apertar o play. Puro preconceito de quinta série, partiram do pressuposto de que uma parceria dessas não poderia dar certo de jeito nenhum. Na minha opinião, deu certo sim. Pode não ser um primor, mas não é nem de longe a catástrofe que tentaram pintar.
 
"Up in Flames" é depressão pura, serve sim pra dar uma certa razão pra quem rotula o Coldplay como banda-sonífero. Mas faz parte da história, e vocês já sabem que eu gostei mesmo assim. Em seguida, vem o último interlúdio e uma última esperança de Mylo em pedir o perdão de Xyloto: "A Hopeful Transmission"/"Don't Let It Break Your Heart". E, com um final feliz, "Up With The Birds" encerra o disco com chave de ouro. 

Resumindo, achei ótimo. Porque, como eu disse, eu dificilmente não vou gostar de algo que o Coldplay fizer, e esse álbum é o que eu tenho escutado ultimamente. Indo pra faculdade, voltando pra casa, viajando, dormindo, coloco pra tocar. Quem gosta de Coldplay, e sempre gostou, pode até não ir tanto com a cara desse disco, mas não pode exigir que a banda "volte a ser aquilo que era" ou que "acabe de uma vez antes que piore". Se mudaram ou não, eles estão, sim, no caminho certo. E é certo porque foi o que eles escolheram fazer. Assim, não tem erro.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dia 27 – Meu momento "Carla Perez" em 2010 foi...

Não, de novo vou "decepcionar" vocês, porque não tive nenhum momento "Carla Perez". Mas, dessa vez, vou homenagear esssa musa da inteligência, por sua atuação no filme Cinderela Baiana - que descobri que existia em 2010. Assistam apenas o final dessa obra-prima no vídeo abaixo (cuidado, spoilers). E, claro, sintam-se à vontade para assistirem essa raridade desde o início, no mesmo canal em que esse vídeo foi postado.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Dia 24 – Meu momento "Eu sou Ryka" em 2010 foi...

Esse é um dos posts mais complicados do mês pra mim, porque, sinceramente, não sei qual foi esse momento. Até porque eu posso responder de duas maneiras: se o momento "Eu sou Ryka" foi aquele em que eu mais esbanjei grana ou se foi aquele em que eu armei um barraco com algum ser qualquer, assim como na cena da Carolina Ferraz.


Sendo assim, vou tentar responder dos dois jeitos: primeiro, não esbanjei grana nenhuma, infelizmente. A não ser que você considere riqueza (rykeza?) um bate-volta pro Paraguai. E, pelo ângulo do barraco, eu consideraria minhas conversas com a empregada. Sabe, pra quê tirar as coisas da mesa e colocar no guarda-roupa? Ou tirar da sala e colocar embaixo da cama? Eu xingo ela mesmo, coitada, não com a intensidade da Carolina Ferraz, muito longe disso, mas ela me irrita. Aliás, pra todo mundo que já tem ou teve empregada, recomendo que assistam o vídeo abaixo, que é de um bloco do "Junto e Misturado" em que o tema era "Empregada" (pra quem não assistiu nenhuma vez, "Junto e Misturado" deixou todos os outros programas de humor atuais da Globo no chinelo).

domingo, 12 de dezembro de 2010

Dia 12 – Meu pior dia de 2010

2010 foi o ano mais difícil da minha vida. Primeiro porque ele já começou ruim.  Posso considerar o combo do último Réveillon (de 31/12/2009 até 02/01/2010) como o pior "dia" do ano... pra mim foi uma coisa (ruim) só, um empate técnico que começou nos momentos finais do ano passado.

Nem vou prolongar o assunto, porque é chato pra mim, é chato pra quem lê, e é chato pra quem esteve envolvido. Aliás, eu só vou mencionar o que aconteceu porque é algo que é comum hoje em dia, infelizmente. Pode acontecer com qualquer um que ainda tenha os pais por perto, se já não aconteceu: os meus pais se separaram, na noite do Ano Novo.

Bom, depois disso, pelo menos eu continuava de férias. Ia jogar bola, que, como todo mundo já sabe, é o que eu mais gosto de fazer. Enquanto eu jogava, nem me lembrava dos outros problemas. E logo veio o dia 11 de janeiro, o segundo pior dia do ano. Num lance em que a bola já estava quase nas mãos do goleiro adversário, eu me desequilibrei, e torci o tornozelo. Na hora eu nem me incomodei, mas, à medida que ele inchava, eu me preocupava mais, e via uma das minhas poucas fontes de felicidade nas férias indo por água abaixo. Depois de constatada uma lesão, só voltei a jogar no fim de fevereiro, na malandragem, com dores e sem autorização médica, ainda fazendo sessões de fisioterapia.  No meio de março, quando me consultei com outra médica, em São Paulo, eu descobri que não poderia ter começado nem a fisioterapia. Nem falei pra ela que eu tinha até jogado bola, pra evitar conflitos (espero que ela não leia o meu blog e não venha me assassinar... mas se ela lê: Um beijo, Cibele!). Em abril, fiz uma ressonância magnética, e fui liberado para jogar. Ainda bem. Joguei tranquilamente pelo resto do ano, e meu tornozelo não dói desde então.

Mas, sabe, meu joelho está doendo desde ontem à tarde, quando joguei  futebol. E o pior é que eu nem sei em que lance começou essa dor. Estou com medo de ser alguma coisa séria, de novo. 2010 já vai tarde, viu...

PS: E a explicação para a minha música favorita de 2010 ter sido "Shadow of the day" vem da minha lesão no tornozelo. Na  internet, em busca de prazos para voltar a jogar, e outros exemplos de jogadores lesionados, cheguei ao vídeo abaixo, que mostra o lado ruim do futebol, inclusive as mortes de atletas em campo. É nesse ponto que aparece a música do Linkin Park, aos 3:05 - não é interpretada por eles, e é uma versão mais lenta do que a original.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dia 10 – Minha música favorita em 2010

Hallelujah e Coldplay à parte... a música que mais representou 2010 pra mim, e, por isso mesmo, foi a minha favorita desse ano, chama-se Shadow of the day.

Eu nem sou fã de Linkin Park. Mas, no começo do ano, por motivos que eu ainda vou contar aqui em breve, comecei a ouvir uma música da banda, ao ver um vídeo no YouTube que a tinha como trilha sonora.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dia 9 – Meu show preferido de 2010

Quem me conhece sabe o quanto eu não vou em shows. Não por acaso, fui a apenas um show em 2010, e no da minha banda preferida.

Com problema no som (pra quem, como eu, estava na arquibancada azul) ou não... voltemos ao dia 2 de março, no Morumbi.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Dia 5 – Um vídeo do YouTube em 2010

Eu sei que achei muitos vídeos legais esse ano, mas esqueci da maioria deles. Então vou citar dois canais do YouTube e alguns vídeos que me fizeram feliz em 2010.

Primeiro, os canais dos vloggers, que estouraram nesse ano: PC Siqueira e Felipe Neto. Cada um do seu jeito, foram duas ótimas surpresas pra mim.

E, pra mim, os três melhores vídeos:

3º lugar: é no mínimo engraçado a forma de falar do preso. Por mais séria que tenha sido a situação.


2º lugar: o famoso vídeo dos fãs do Restart revoltados com o cancelamento do show da banda.


1º lugar: peço que vocês apreciem tal obra cinematográfica, digna de deixar qualquer ganhador de Oscar com inveja.

 

PS: "Um" vídeo, né.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A emoção do futebol

Na noite de quarta-feira o Palmeiras perdeu para o Goiás por 2 a 1, no Pacaembu, e foi eliminado da Copa Sul-Americana, podendo empatar o jogo ao lado de sua torcida. Você que acompanha futebol entende perfeitamente o que aconteceu. Você que não acompanha provavelmente tá se lixando pra isso. Mas o que eu quero falar é algo muito maior do que a vitória do Goiás ou a derrota do Palmeiras: quero falar dos sentimentos dos torcedores.


As imagens que as câmeras da Globo e do Sportv (não sei se a Band também) flagraram de um garotinho chorando após o 2º gol do Goiás foram parar na capa do jornal Lance! de quinta-feira. A emoção do garotinho lembra a da foto de Reginaldo Manente que estampou a capa do Jornal da Tarde no dia seguinte à eliminação da seleção brasileira na Copa de 1982, quando o time canarinho perdeu por 3 a 2.


O que você vê num torcedor? Alegria, exaltação, tristeza, toda espécie de sentimentos. Tudo vem à tona em 90 minutos, e nos minutos anteriores e seguintes a eles. Não é simplesmente assistir a 22 marmanjos correndo atrás de uma bola, como a galera que odeia futebol adora não mudar o discurso e dizer sempre a mesma coisa.

No momento em que eu vi aquele menino chorando pela derrota do Palmeiras, eu pensei: 'caramba, que bom que eu gosto de futebol'. Não foi uma coisa feia, não é vergonha pra ninguém chorar por causa de futebol. Eu espero sinceramente que ele se orgulhe de ser palmeirense pro resto da vida. Se os outros pensam que não vale a pena chorar por isso, o problema é deles. Se pensam que não vale a pena comemorar por uma vitória, o problema também é deles. Não condeno quem não sente prazer em apreciar o futebol. Condeno apenas quem julga aqueles que se permitem emocionar com ele.

Como contei nesse post, chorei duas vezes por causa de futebol, ambas pelo Flamengo. E, para exemplificar o que eu disse, vou contar as duas histórias.

A primeira vez foi em 2004. Final da Copa do Brasil, Flamengo embalado, pegava o Santo André, que na época estava na série B e era a mesma coisa que nada. No primeiro jogo, em São Paulo, empate em 2x2. Isso dava a chance ao Flamengo de empatar o jogo no Maracanã em 0x0 ou 1x1. Perdemos. Com 70 mil pessoas no estádio, perdemos. Fiquei bravo, chorei um pouco, e fiquei com vergonha.

O meu grande problema foi em 2008. O Flamengo estava nas oitavas-de-final da Libertadores, e o adversário era o América do México. No intervalo entre as duas partidas, foi bicampeão carioca, depois de ganhar o jogo no México por 4x2. Pra quem não sabe, num campeonato como a Libertadores, assim como na Copa do Brasil, o gol fora de casa é decisivo. Nesse caso, o Flamengo tinha dois gols de vantagem, e 4 gols fora de casa. Para um time que teria a torcida inflamada pelo título estadual no jogo de volta e poderia perder até por 2x0 ou 3x1, a classificação parecia certa. Eu mesmo fiz a cagada de dá-la como certa. Pretendia viajar pra Santos, onde o Flamengo poderia jogar nas quartas-de-final. Mas, no dia 7 de maio, tinha o jogo de volta.

Teve confusão no trânsito do Rio, o time chegou em cima da hora no estádio.  Festa para o Joel Santana, que estava se despedindo do time. Ninguém se lembrava da presença do América. Até o jogo começar. Aos 20 minutos do 1º tempo, um gordinho paraguaio chamado Cabañas chutou, a bola desviou no meio do caminho, e encobriu o goleiro Bruno. 1x0. "E daí, né?", eu pensei. Eu podia pensar assim, a torcida podia pensar assim, o Flamengo não. Mas pensou.

Naquela quarta-feira, todo mundo queria saber da prisão do casal Nardoni. Menos a torcida do Flamengo, ainda mais naquele momento. A Globo não estava nem aí, e dividiu a tela em duas partes. Enquanto qualquer repórter dava as informações que eu não queria ouvir, o Flamengo levava o segundo gol. Fiquei preocupado. O tempo passou. O segundo tempo veio. Meus pais vieram assistir o fim do jogo comigo. O Flamengo perdia gols, e não podia levar mais um. E eu comecei a ficar nervoso, porque pra mim estava muito claro que aquele time ia tomar o terceiro gol que seria o golpe faltal.


E tomou. Faltando 15 minutos para o fim da partida, aquele mesmo gordinho filho da puta cobrou uma falta de muito longe, a bola desviou na barreira e entrou. Fiquei paralisado, desesperado, mas sem sair do lugar. Faltou ar. O jogo acabou, e eu comecei a chorar compulsivamente. Meus pais ficaram preocupados, falaram que "futebol não é pra isso", e coisas do gênero. Mas, no fundo, eu sabia que era, infelizmente. Disse a eles que não iria na aula no dia seguinte, e não fui. Fui pra cama, e demorei horas pra dormir. A tristeza demorou dias pra passar. Não abandonei o Flamengo, nem pensei nessa possibilidade. E não descartaria aquele momento, porque pra mim foi uma experiência. Ruim, mas uma experiência.

Hoje eu estou contando a minha maior tristeza na minha vida como torcedor de futebol, e provavelmente é a mesma de muitos. Só pra mostrar como o futebol é capaz de provocar sensações impressionantes pra algo que é tratado muitas vezes como algo irrelevante e com uma indiferença que não merece.  Poderia ter contado a minha maior alegria. Poderia ter contado muitas outras. E não vejo como não encerrar com a frase do comentarista Mauro Cézar Pereira, da ESPN Brasil:

"O futebol é assim, ensina desde cedo o que é euforia extrema e sofrimento profundo. É aula de vida. E é por essas e outras que nós adoramos isso.

E nunca é demais lembrar: melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer."

Pra quem não teve a oportunidade de ver a atrocidade que foi Flamengo 0x3 América (MÉX), veja (com o famoso "A bola pune" do Muricy Ramalho no final):

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Minhas maiores paixões

Com quatro meses de blog, devo exaltar a façanha de não ter feito até aqui um post sequer sobre futebol, sobre Flamengo. A minha resistência (que, diga-se, não foi forçada) acaba aqui, e eu vou tentar contar a história da minha maior paixão. Ou das minhas maiores paixões: futebol e Flamengo. As duas histórias juntas. Até pensei em separar, mas não dá pra contar uma sem contar a outra.


Não sei como nem quando me tornei flamenguista. Mas sei por que me tornei flamenguista. Minha família quase inteira, por parte de pai, torce para o Flamengo. Eu apenas fiz o meu dever de levar a paixão adiante.

Meu pai não é muito ligado em futebol. Aliás, pouca gente da família é. E eu nunca tive, quando criança, muito interesse em assistir aos jogos na TV. Era quando meu pai assistia, o que era raro. E era “uhul Flamengo jogou tchau vou brincar”, nem me importava com campeonato, com nada disso.

E, ao mesmo tempo, eu não gostava de futebol. Como eu falei no meu primeiro post aqui, eu ficava na biblioteca da escola durante os intervalos. Eu gostava de Handebol, jogava só na aula de Educação Física, e era horrível. Basquete, vôlei e futebol, eu só tentava.

Tudo isso começou a mudar no fim de 2001, quando, sabe-se lá por quê, eu decidi começar a jogar de vez em quando nos intervalos. E, no ano seguinte, o Brasil ganhou a Copa. Tenho boas lembranças dos jogos, que aconteciam de madrugada, ou de manhã. Passei a dar mais chances pro futebol, e a jogar (mal) mais na escola.

Apesar de 2002 ter ajudado a mudar as coisas, só comecei a assistir jogos mesmo no meio de 2003. E nem me liguei tanto no Flamengo, apesar de torcer, ver quanto foi o jogo, a posição na tabela (mas só de vez em quando). Lembro bem da minha primeira tristeza com o Flamengo: a derrota para o Cruzeiro na final da Copa do Brasil. E, naquele ano, quando o Cruzeiro foi avassalador e ganhou também o Campeonato Brasileiro, eu só me importei, na última rodada, em ouvir no rádio do carro dos meu tios, em Santos, o Flamengo ganhar do São Paulo no Morumbi com dois gols do Edilson, e conquistar um maravilhoso 8º lugar.

Foi aí que tudo começou (tá, agora de verdade). Em 2004 eu já aprendi o que era Copa São Paulo, fui ver jogo em Taubaté, descobri que o Taubaté tinha sido campeão da série A-3 do Campeonato Paulista, que disputaria a A-2, e poderia subir pra A-1 e jogar contra Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo. Acompanhei tudo o que me interessava, de ponta a ponta.

E, nesse mesmo ano, algumas coisas ficaram marcadas: em abril, vi o primeiro título do Flamengo, conquistado num clássico contra o Vasco. Em junho, o Flamengo conseguiu perder a Copa do Brasil para o Santo André, num Maracanã lotado. Podendo empatar por 0x0 e 1x1, perdeu de 2x0. Foi a primeira vez que chorei por causa de futebol, tamanho era o ridículo da situação. Em outubro, eu tentava descobrir um jeito de acompanhar Flamengo x Santos numa quarta-feira à noite, quando vi, pela TV, o Abel Neto aparecendo durante Criciúma x Corinthians para anunciar que o zagueiro Serginho, do São Caetano, tinha falecido. No dia seguinte a esse, fui, pela primeira vez, jogar futebol na Escola do São Paulo, em Taubaté. Em novembro e dezembro, vi o fim da saga do Flamengo para escapar do rebaixamento no Brasileiro. E, para somar-se ao Flamengo e ao Taubaté, conheci o futebol internacional. Graças a um cara chamado Ronaldinho Gaúcho, que estava jogando tudo e mais um pouco, passei a torcer também pelo Barcelona.


O Flamengo conquistou, desde esse fatídico 2004, uma Copa do Brasil, em 2006, um tricampeonato Carioca em 2007, 2008 e 2009, e o último Campeonato Brasileiro, a minha maior alegria no futebol até hoje. Mas me causou, em 2005, um sofrimento pior que o de 2004, e três eliminações vergonhosas na Libertadores (uma delas valeu uma crise nervosa, em 2008). Tudo bem, faz parte. Do Barcelona eu ganhei tudo que poderia. E o Taubaté, apesar de dois rebaixamentos e alguns papelões, me deu a oportunidade de assistir ao fim de jogo mais emocionante que eu já vi, com direito a estar a poucos metros de um gol decisivo aos inimagináveis 54 minutos do segundo tempo.


A Escola do São Paulo mudou de time, virou Santos, em 2005. Não saí de lá até hoje, porque não vi motivo para deixar de fazer a coisa que eu mais gosto de fazer, que é jogar futebol. É quando eu me sinto bem, quando eu esqueço todas as coisas chatas que eu preciso fazer. Tá, eu também jogo toda sexta à noite, mas uma coisa não exclui a outra.

Não, toda essa história de como eu comecei a gostar de futebol, do Flamengo, do Taubaté e do Barcelona não explica o grau em que a paixão chegou. Porque não dá pra explicar. Só dá pra sentir.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

And from your lips she drew the Hallelujah

Não costumo falar de música, até porque não sou nenhum perito nesse quesito. Gosto, claro, de ouvir, de apreciar. Aliás, é muito fácil eu gostar de qualquer tipo de música. Adoro Restart. Com exceções, é claro.

Mas hoje eu vou falar de uma música específica: Hallelujah. Uma obra-prima, composta por Leonard Cohen, em 1984. Ele demorou um ano pra escrever a letra.

Sei lá quando foi a primeira vez que eu escutei, mas foi no fim do ano passado ou no início desse ano, quando acabava de assistir mais um episódio de "Without a Trace", que ela me chamou a atenção. E, pelo que eu vi, ela não foi exclusividade só dessa série, porque vive aparecendo em várias outras por aí. Bom, terminei de assistir e fui procurar o nome da música. Achei. Mas não cheguei a escutar muitas vezes.

Lembrei dela na semana passada, sem nenhum motivo aparente. Entrei no Youtube, fui ouvir todas as versões que eu encontrava por lá. E coloco aqui as minhas cinco preferidas, das dez que ouvi, na minha ordem crescente de preferência.

5. Myles Kennedy: Não fui eu que encontrei essa versão. Foi o meu amigo Victor, que, ele sim, entende bem mais de música do que eu.


4. Leonard Cohen: Sim, o cara pode ter sido brilhante ao compor a música, mas, nesse caso, não acho que a original seja a melhor versão.


3. Espen Lind, Askil Holm, Alejandro Fuentes e Kurt Nilsen: Versão interessante, com três cantores noruegueses e um chileno (o Alejandro Fuentes, que participou do Idol Norway). O Kurt Nilsen, (também só fui prestar atenção depois que o Victor me avisou) que ganhou o reality, tem uma voz impressionante. Ele é o de dentes separados, o mesmo da imagem prévia do vídeo.


2. Rufus Wainwright: É a versão que toca no Shrek. Um pouco mais rápida, mas muito bonita.


1. Jeff Buckley: Sem maiores comentários, essa é, simplesmente, a que eu mais gosto, e a que eu ouvi em "Without a Trace".


Só ressaltando: não vi nenhuma versão ruim. Apenas considerei essas as melhores. Poderiam ter aparecido aqui o Bon Jovi, a KD Lang, o John Cale, a Alexandra Burke e a Sandy. Sim, a Sandy. Talvez colocasse ela no meu top 5 se ela cantasse sozinha, mas a Nerina Pallot, que estava ótima apenas tocando piano, meio que estraga a música, a meu ver.

E essa é a letra da música:

I've heard there was a secret chord
that David played and it pleased the lord
but you don't really care for music do you?
Well it goes like this the fourth, the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah.

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor
You know, I used to live alone before I knew you
And I've seen your flag on the marble arch
and love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well there was a time when you let me know
what's really going on below
but now you never show that to me do you?
but remember when I moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well maybe there's a God above
but all I've ever learned from love
was how to shoot someone who outdrew you
And it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who've seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah

Agora tente não cantar no banheiro.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Criticando o "sistema"

Qualquer coisa que eu falar sobre "Tropa de Elite 2" vai parecer insuficiente pra mim. Primeiro porque esqueço muito fácil de detalhes, e depois porque acredito ter visto, enfim, um grande filme brasileiro que merece ser prestigiado nos cinemas. Não é à toa que as filas permanecem enormes há mais de uma semana.


A história não começa pelo começo, e sim pelo fim. Nascimento, agora não mais Capitão, sai com seu carro de um hospital e é surpreendido por uma emboscada. A cena é paralisada, e Wagner Moura, aí sim, começa a narrar com competência o que aconteceu desde que Mathias deu fim ao Baiano, na cena final do primeiro filme. É ele o responsável por criticar o "sistema", principal alvo do filme. E Wagner Moura, um dos melhores atores brasileiros na atualidade, dispensa comentários.

Nascimento saiu do comando do Bope após uma rebelião em Bangu, comandada por um preso vivido por Seu Jorge, e terminou como subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Nessa nova posição, ele ajuda o Bope a crescer ainda mais, agredindo o tráfico de drogas. Mas, ao mesmo tempo, ele não percebe que alimenta um outro inimigo (e, sim, daí surge o subtítulo do filme: "O inimigo agora é outro"): os corruptos. A corja é grande e envolve tanto policiais quanto políticos.


Mathias, muito bem interpretado por André Ramiro, permanece no Batalhão, e percebe antes de Nascimento o que realmente acontece debaixo de seu nariz: as "milícias" abusam da corrupção nas favelas cariocas e servem como cabos eleitorais, porque ajudam a combater o tráfico e ganham, dessa forma, a aprovação do governo e os votos populares nas eleições seguintes. É aqui que aparecem o governador, o deputado Guaracy, o Major Rocha (Sandro Rocha) e o deputado Fortunato (André Mattos). Vale elogiar a atuação dos dois últimos, brilhantes em seus papéis.


Não vou além na história porque prefiro que cada um assista e interprete da sua forma. O deputado Fraga, por exemplo, é um personagem polêmico. Na minha opinião, ele muda muito ao longo do filme. No início, ele não é tratado como o "herói" do fim. Mas imagino que muita gente compre a lembrança mais fresca e concorde com suas atitudes. E, pra mim, aqui está o melhor ator do filme: Irandhir Santos.

Se a atmosfera do filme é pesada, Milhem Cortaz é responsável por atenuá-la, voltando como o engraçado Tenente Fábio, um verdadeiro gerador de bordões. Faz a alegria dos pré-adolescentes mentais que amam s2s2 Tropa de Elite e aguardavam ansiosamente por novas frases para repetirem sem parar. E já que eu estou avaliando atuações, ele é mais um que foi bem.


Além de todos que já citei, há ainda a muito boa atriz atuação da atriz Tainá Müller (que a reforma ortográfica não atacou), que interpreta uma jornalista muito corajosa - até demais. Um elenco não tão conhecido, mas, no fim das contas, muito bem escolhido por José Padilha, que acertou a mão mais uma vez, pra mim até mais do que no primeiro filme.

De negativo, pra mim, fica o excesso de palavrões. Todo mundo já cansou de saber que filme brasileiro tem palavrão pra caralho, porra. Nem me importo com isso, falo palavrão pra cacete, mas não precisa exagerar nessa merda. "Porra" não é ponto final.

Enfim, "Tropa de Elite 2" é, sim, uma prova da evolução do cinema nacional, em todos os aspectos. Se você não viu ainda, vá entrar na fila.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A infância nos anos 90

Éramos felizes e não sabíamos. Conforme a gente vai crescendo, junta tanta coisa pra fazer, tanto trabalho, tantas responsabilidades novas, que bate uma saudade do tempo em que nossa maior preocupação era passar de ano. Quando ela existia.

Eu cresci na década de 90. E a grande maioria das pessoas que eu conheço também viveu sua infância na mesma época, ou pelo menos lembra das mesmas coisas. Que coisas são essas? Você se lembra? Se não, eu vou tentar ajudar um pouco. Se sim, não tem problema, eu garanto que a nostalgia de ver de novo uma parte de tudo aquilo que você não vê há mais de 10 anos é muito boa.


Com a ajuda da comunidade "100 coisas da década de 90" e do blog "Você se lembra?", reuni nesse post as minhas principais lembranças dessa década tão animada. Deixando claro que podem ter coisas de antes de 1990 e depois de 2000, o que não impede que elas tenham marcado a infância dessa geração.

Power Rangers têm a força
TELEVISÃO

Pra começar, todo mundo assistia TV, ou ao menos se recorda do que passou por lá na década de 90. Eu, particularmente, não me lembro muito bem da TV Colosso, dos Cavaleiros do Zodíaco, dos Power Rangers, do Doug e das Tartarugas Ninja, mas sei que todos esses fizeram sucesso.

Como Cartoon Network era o meu paraíso da diversão na televisão, nada mais justo que citar os clássicos Pokémon, A Vaca e o Frango, Dragon Ball e O Laboratório de Dexter.


E quem não se lembra do Programa Livre, do Fantasia, do Passa ou Repassa, das Chiquititas, do Sai de Baixo, do Hugo, do Castelo Rá-TIm-Bum e do Cruj? E não dá pra não falar do Chaves e do Chapolin, que estão aí até hoje.


FILMES

Hakuna Matata!
Levanta a mão aí quem já assistiu O Rei Leão mais de 19 vezes. Outros filmes da Disney também foram hits da década passada. Por exemplo: Hércules, Vida de Inseto, Tarzan e Toy Story, que teve a emocionante última sequência lançada há cerca de três meses.
O Menino Maluquinho, sucesso no cinema nacional, também me conquistou. Assim como O Máskara e outros dois que batem cartão na Sessão da Tarde: Meu Primeiro Amor e Esqueceram de Mim.


MÚSICA


Nessa época, em que ainda não existiam MP3's e Ipod's, o que tinha de mais moderno era o Discman, sucessor do Walkman (que também apareceu bastante). E o que as crianças escutavam? Sim, momento vergonha. Ou nem tanto assim, afinal todo mundo escutava, por exemplo, É o Tchan. Ninguém sabia o que significavam as letras, o importante é que todo mundo dançava na boquinha da garrafa e passava por debaixo da cordinha. Também era legal cantar as besteiras dos Mamonas Assassinas, mas não fica bem compará-los com a galera do Compadre Washington. As músicas daquele único CD deles ficaram guardadas pra sempre, até por quem não sabia o que estava cantando.

Como crianças, nosso papel era escutar Eliana e aprender a comer o lanchinho pra ficar fortinho e crescer. Não que ninguém escutasse Backstreet Boys, claro. Eu não gostava, mas era bem popular, principalmente com as meninas, que também curtiam um N'Sync pesado, os Hanson e as Spice Girls.


E, é óbvio, tenho que lembrar aqui do supra-sumo musical dos anos 90 no Brasil: Sandy & Junior. Desde os primeiros sucessos, como aquele da Maria Chiquinha que foi dar pra outro no mato e tentou fazer o Genaro de idiota, até a tentativa de carreira internacional que não deu muito certo, as crianças foram as grandes responsáveis pelo êxito da dupla. E até hoje, todo mundo sabe que se a lenda dessa paixão faz sorrir ou faz chorar, o coração é quem sabe.

BRINCADEIRAS

Esconde-esconde, Pega-pega, Bandeirinha, Polícia e ladrão, Queimada, Taco, patinete, skate... uma das coisas que mais dão saudade da infância são as brincadeiras de rua. Elefantinho colorido... "que coooor?"

Tem também Gato mia, a brincadeira que sempre terminava com alguém chorando e um adulto xingando a galera dizendo que "não dá certo, sempre sai alguém machucado". E as mais tranquilas Passa Anel e Telefone Sem Fio.

BRINQUEDOS E ELETRÔNICOS


Saudades do Super Trunfo e do Pega Varetas... e mais ainda dos Tazos que vinham nos salgadinhos, e de cuidar do meu Tamagotchi. De montar castelos de Lego e gravar qualquer porcaria no Meu Primeiro Gradiente. E poucas coisas eram tão legais quanto ficar respondendo perguntas dos livros do Pense Bem.

Esses brinquedos perderam espaço, aos poucos, para o Game Boy e para os video games: Mega Drive, Super Nintendo, Nintendo 64 e Playstation arrebataram a galerinha da pesada. Quem não se lembra do Flicky, do Sonic e do Mario?

DE COMER

Aposto um Frutilly que você adorava os Chicletes Mini, o chocolate Surpresa, os guarda-chuvas de chocolate, e puxava o Push Pop. Ah, e com certeza você não pagava uma fortuna no Kinder Ovo, a embalagem ainda era laranja e as surpresinhas eram mais legais.

PROPAGANDAS

Tá, eram muitas as propagandas legais. Mas vou colocar duas que tenho certeza que vocês vão se lembrar.


OUTROS

Livros da Coleção Vaga-lume, principalmente os do Marcos Rey, marcaram época. Os do Pedro Bandeira também, pelo que dizem, mas eu só li O Fantástico Mistério de Feiurinha.

Os gibis da Turma da Mônica fizeram muito sucesso, também, com essa geração.

Os computadores geralmente tinham Windows 95, a gente usava disquete, e a internet era à lenha. Mas era divertido demais. E o ICQ, que eu lembro o meu número até hoje? Também surgiu na década passada.

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É isso. Espero que tenha servido para todo mundo matar um pouco das saudades.

sábado, 24 de julho de 2010

Anos Incríveis... com admiração


Se eu disser que "Anos Incríveis" é um seriado sobre a família, os amigos e as coisas simples da vida, provavelmente ninguém vai se interessar. Afinal, parece um tema tão vago. Mas é impressionante como simplesmente fizeram, a partir dele, um seriado incrível.

Dois pontos interessantes dão um toque especial à série: primeiro, temos um fundo histórico. Toda a trama acontece no período de 1968 a 1973 (e foi ao ar de 1988 a 1993), quase sempre com uma referência principal no começo de cada episódio. Depois, a trilha sonora, que começa pelo marcante tema de abertura, "With a little help from my friends", música dos Beatles, interpretada aqui pelo britânico Joe Cocker. Durante os episódios, temos músicas dos próprios Beatles, de Jimi Hendrix, Bob Dylan, The Who, The Temptations, Nat King Cole, e muitos outros. Vale a pena conferir.

"Anos Incríveis" é narrada do início ao fim pela voz de Daniel Stern, interpretando o protagonista, Kevin Arnold, anos mais velho. Essa ideia dos produtores fez com que a história precisasse da presença do personagem em praticamente todas as cenas, traduzindo as lembranças e os pensamentos dele mesmo como adulto. E acertaram em cheio com a escolha do ator Fred Savage. Ele soube, com sua pouca idade, transmitir o amor de Kevin por sua família, por seu melhor amigo, Paul Pfeiffer, e sua paixão por Winnie Cooper, sua vizinha.

Os pais de Kevin, Norma e Jack Arnold, mostram constantemente como era o papel geralmente desempenhado pelo pai e pela mãe da família, na época. Norma é a típica dona-de-casa: cozinha, limpa a casa, cuida dos filhos e faz compras. Jack trabalha o dia inteiro e, ao chegar em casa, diz a Norma que o trabalho foi nojento. É extremamente rabugento, mas no fundo, quer apenas o bem de seus três filhos.

A irmã mais velha de Kevin, Karen, foi influenciada pelos hippies, entrando frequentemente em atrito com seu pai pela divergência de opiniões. Já Wayne é o irmão pentelho. Está sempre irritando Kevin, mas é responsável por vários momentos cômicos e emocionantes da série.

Desde o início, Kevin está sempre acompanhado de seu melhor amigo, Paul Pfeiffer. Paul usa um óculos enorme, é nerd e certinho. Mas é extremamente leal a sua amizade, além de ser um personagem engraçado.

Winnie Cooper não é exatamente o que podemos chamar de amiga de Kevin. Porque o que ele sente por ela nunca foi, exatamente, amizade, e isso fica claro desde o episódio piloto. Winnie é uma menina doce e bonita, mas com quem Kevin tem dificuldade de lidar, e uma facilidade enorme para criar problemas. Sempre fazendo de tudo para tê-la ao seu lado.


Pra quem já viu Friends (alguém não viu?), David Schwimmer, o eterno Ross, aparece como Michael, o namorado desleixado de Karen. E Giovanni Ribisi, antes de viver o irmão mais novo de Phoebe, Frank Buffay Jr., foi Jeff Billings, um dos amigos de Kevin no segundo grau.

Ao longo de 115 episódios, cada um com duração de 20 a 25 minutos, acompanhamos boa parte da infância e da adolescência de Kevin Arnold, e da vida de pessoas à sua volta. Se você é uma pessoa sensível, sinto muito (ou não) em informar que a probabilidade de você derramar algumas lágrimas é grande.

Enquanto eu avançava na série, eu pensava: "Por que nunca tinha ouvido falar nisso? Por que todo mundo que eu conheço nunca assistiu?" Parece que "Anos Incríveis" não recebeu o prestígio que merece aqui no Brasil, sendo televisionada apenas pela Cultura, pela Band e pelo Multishow, séculos atrás.

Assista, sério. Recomendo, não perca essa oportunidade. Agradeço por ter saído de uma aula de História, no ano passado, na qual o professor passou dois episódios de Anos Incríveis, e ter ido direto pro computador pra ler algo sobre a série. Decidi assistir, e não me arrependi. Espero que vocês se apaixonem também.

De brinde, ao som de "With a little help from my friends", a abertura:


Se alguém quiser assistir, indico uma ferramenta muito simples: a comunidade de "Anos Incríveis" no Orkut. Postaram todos os episódios, trilha sonora, dêem uma olhada.
A série não saiu em DVD, por problemas de direitos autorais da trilha sonora. Poxa, né. Vou perguntar na APCM o que eu deveria fazer pra assistir a série legalmente, sem baixar.