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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Religião ou imposição?

Uma das coisas que mais me revolta, como acredito que tenha ficado claro depois do último post, é o desrespeito à opinião alheia. E um dos desrespeitos mais absurdos acontece quando o assunto em questão é religião. É delicado? É. Mas dá margem a pensamentos arcaicos e inadmissíveis, como se todos fossem obrigados a seguir uma religião ou, pior ainda, a acreditar no mesmo deus que você acredita.

Há muito tempo queria escrever sobre isso, porque é um tema importante, e, em pleno ano de 2011, ainda vejo as pessoas insistindo em se importar com aquilo que os outros pensam, como se seus ideais fossem regras a ser seguidas. Observem o (mau) exemplo do glorioso Datena no vídeo abaixo (só que ao contrário).


Você que eventualmente concorde com o Datena (primeiro, nasça de novo), poderá lembrar do meu último post, em que eu disse resumidamente que as opiniões devem ser respeitadas. E o Datena defende que ele está dando a sua opinião. Mas não, ele não está. Ele está fazendo exatamente o que eu condenei: ele está colocando a "opinião" dele como irrefutável. Faz generalizações absurdas. Associa religião à personalidade. Tudo errado. TUDO.

Enfim, o problema é a famosa intolerância com relação à religião. Eu e meu amigo daltônico, Alejandro, decidimos falar sobre o tema há algum tempo. Eu acabei escolhendo o assunto para desenvolver uma redação para a faculdade, e vou transcrevê-la aqui, por isso a linguagem está um pouco mais culta. (o post dele está aqui)

Movendo montanhas

Há poucos meses, no Rio de Janeiro, a escola municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, foi invadida pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira. Wellington, de 24 anos, assassinou dez meninas, dois meninos, e feriu outras crianças, para depois se suicidar. O atirador explicou, por meio de uma carta, como seu corpo deveria ser tratado após sua morte. A forma de escrita do texto de Wellington revelou um comportamento perturbado de um homem tomado pelo fanatismo religioso. Na mensagem, ele pedia que seu corpo fosse tratado quase que como num ritual, sem que os “impuros” o tocassem diretamente. Fazendo referências a Deus e a Jesus, ele deixa claro seu destempero irracional.
Será que Deus, Jesus e outras figuras religiosas concordam com atos violentos cometidos contra inocentes? Não só por Wellington, mas por tantos outros seres humanos que se julgam tão fiéis e praticam crimes hediondos alegando estarem servindo a Deus. Religião é uma forma de se mostrar fé, de depositar esperança em algo superior em que se acredita. A violência e a censura a outras formas de se pensar não se encaixam de forma alguma nesse pensamento.
Afinal, o que é suficiente para um fanático religioso? Crer em uma força superior e cumprir aquilo que sua religião exige não é o bastante. Ele precisa convencer os demais de que eles também devem acreditar naquilo em que ele próprio acredita. Se não o fizerem, estão errados, são pecadores, e merecem ser punidos. É verdade que, para tal fim, nem sempre os meios violentos utilizados – sem critério nenhum – por Wellington são tão comuns. Mas também não são raros. Em julho, para citar outro exemplo recente, um fundamentalista cristão protagonizou um duplo atentado que vitimou 77 pessoas na Noruega.
Quem vive desta forma não é capaz de estar plenamente bem consigo mesmo, por mais que pense que esteja, e muito menos com as pessoas com as quais convive. É por isso que acabam, por impulso, tomando atitudes radicais e provocando tragédias em vidas inocentes. Se o exagero se limitasse à satisfação individual, seria um excesso aceitável. Mas obrigar alguém a crer nas mesmas ideias em que se crê é um erro ao qual o fanático está fadado a cometer. Ter fé também requer cautela, porque o fanatismo religioso está a um passo da debilidade mental.
Por um lado, crer em algo divino não é proibido, é admirável. Por outro, diz respeito apenas a quem crê. A fé é individual. Seguir uma ideia que todos acreditam não é necessariamente acreditar. A princípio, é apenas caminhar conforme o fluxo. E, sem ser doentio ou radical, é possível crer para si, sem incomodar a ninguém no mundo. Nem a Deus.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quem discorda?

"Discordar". Segundo o dicionário, significa não concordar, divergir. Não se combinar, não estar em proporção. Só isso. Apenas não compartilhar da mesma opinião, ter outro ponto de vista. Eu me pergunto onde está escrito que discordar significa xingar, agredir, revoltar-se. Venho observando nesses últimos tempos como as pessoas desaprenderam a discordar educadamente umas das outras. Ou será que nunca souberam?

É raro encontrar alguém que rebata uma opinião sem atacar os outros, ou mesmo sem aceitar a opinião alheia e revidar de alguma forma. É uma falta absurda de carisma e um excesso de pavio curto que se encontra por aí em dimensões assustadoras. Muitas vezes os incapazes sequer interpretam o que foi dito e, sentindo-se agredidos por uma simples opinião, partem para as grosserias. Principalmente na internet.

Isso é muito comum entre torcedores de futebol, onde tais pessoas se concentram em grande quantidade. Por exemplo, na comunidade do seu time no Orkut (sim, ele ainda existe, e essa é uma das principais utilidades dele - ou a única). Seu time jogou mal, e você tenta enxergar o jogo de uma maneira diferente, diz que a equipe não foi tão mal assim e defende o técnico. Não vai demorar a aparecer alguém que torce pro mesmo time que você pra dizer algo parecido com "Cara**o, só um cego imbecil acha que o time jogou bem hoje. E só um animal do inferno pra defender esse filho da p*."

Também acontece muito com bandas e cantores. Se você diz "Eu não gosto do Justin Bieber" no Twitter, você descobrirá que não só não pode não gostar do Justin Bieber como a sua mãe vendeu o corpo na esquina, e receberá conselhos pouco simpáticos que provavelmente não vai querer seguir. E olha que você nem falou que o Justin Bieber é um lixo.

"Acho Restart muito melhor que Justin Bieber" "MASOQ SUA CABEÇA DE MELÃO"
Acontece em comentários de blogs e sites. E aqui é um pouco diferente: primeiro, o infeliz entra numa página dessas para saber o que a outra pensa. O autor do post ou artigo está ali para emitir a própria opinião. E é contestado com palavras singelas de desprezo (ou palavrões, como queiram), por vezes EM CAIXA ALTA. É como entrar na casa de uma pessoa, porque achou bonita, e cagar no chão da sala. Ainda bem que isso não aconteceu por aqui até hoje, mas não precisa gastar muito tempo pra achar qualquer exemplo disso.

E, claro, acontece na vida. Geralmente, a grosseria é um pouco menos evidente, mas também existe. É o deboche, a risada, o "cala essa boca", o "não fala m*". Enfim, qualquer que seja a situação em que a sua opinião é tratada como imprestável ou ameaçadora, a falta de educação está aí pra quem quiser ver.

Antes de xingar alguém por uma opinião, deveríamos pensar duas vezes se entendemos o que a pessoa quis dizer. Antes de dizer que o coleguinha é acéfalo, que tal ver se o acéfalo não é você? Opinião é opinião, e deve ser respeitada. Se diferente, que se discorde educadamente.

E se algum idiota discordar de mim, que vá pro inferno.

P.S: Não, eu não briguei com ninguém, nem sou o torcedor em questão e adoro Justin Bieber. Escrevi o texto porque realmente venho percebendo tudo isso.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Dia 26 – Meu momento "Paola Bracho" em 2010 foi...

Como também deve ter gente que não sabe quem é Paola Bracho (essa eu sabia), eu explico: é uma vilã de uma novela do SBT, que adorava maltratar as pessoas.
Bom, eu tento ser legal com todo mundo, não odeio nem desprezo ninguém se não me derem motivo. E se eu não gosto de alguém, eu simplesmente evito atritos, não arranjo encrenca. Não tenho nada de Paola Bracho, acho que nem por um momento, me desculpem (mais uma vez).