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domingo, 29 de janeiro de 2012

S.O.P.A. de censura

2012 não começou muito legal pra quem usa muito a internet. Não, não tô falando das piadinhas sem graça sobre a Luiza que voltou do Canadá não terem sido abolidas. Falo de algo mais sério, algo relevante e preocupante para os habitantes dessa nave louca que é a rede mundial de computadores.


Já falei sobre o assunto logo no início do blog, nesse post, mas mal sabia o quanto eu era feliz. A APCM recolheu-se à sua insignificância e não deu mais as caras. Só que hoje, as coisas estão ficando um pouco mais complexas. Creio que todos estejam por dentro das leis que tramita(ra)m pelo governo norte-americano, o SOPA e o PIPA, que perderam toda a seriedade (se é que existia alguma) diante da nossa adorada língua portuguesa. Caso não saibam, vou fazer um breve resumo:

- O SOPA é o Stop Online Piracy Act, uma proposta indecente de um senhor de seus sessenta e poucos anos que nunca deve ter usado a internet na vida. Ou melhor, usou sim, e provou de sua hipocrisia ao violar direitos autorais em seu site. Enfim, o projeto visava mandar pro xilindró quem ousasse compartilhar quaisquer arquivos com direitos autorais, assim como os sites que os disponibilizarem - incluindo o Google e o Facebook.

- O PIPA é o Protect IP Act, e é mais ou menos a mesma coisa que o SOPA, mas é mais específico para arquivos digitais.

Até aqui tudo certo, porque as empresas arcaicas apoiaram, as modernas e conscientes protestaram e os projetos foram deixados de lado. Festa, bolo e guaraná? Não. "Coincidentemente", o FBI tirou do ar o Megaupload, um dos grandes sites de download do mundo, senão o maior. Cadeia pro dono, tudo culpa dele. Mas tudo bem, ainda existiam o Fileserve, o Filesonic, o Filejungle, o... existiam. Pouco a pouco, os sites de download estão sumindo, e sobram alguns que ninguém sabe o quanto vão sobreviver.

Enquanto isso, está sendo armado um atentado à liberdade na internet, o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement). É uma versão ainda mais retrógrada que os outros dois projetos, com a grande diferença de ser um tratado, como já diz o próprio nome. A intenção é que ele vigore em todo o mundo. O Brasil, porém, alega que não vai assinar o pacto com o demônio, e assim esperamos. No Link, do Estadão, tem informações mais completas sobre o livro de visitas do inferno.

Ou seja: a farra acabou. Os sites de download estão sumindo. Precisamos que as empresas que são a favor de toda essa patifaria - a Disney, o UFC, a Viacom (Paramount, MTV, Nickelodeon), a NBA, a Time Warner (Cartoon Network, Warner Bros., CNN, HBO), entre outras - reconheçam que nós estamos em 2012. Não, não quero dizer que o mundo vai acabar. Bom, talvez acabe, mas quero dizer que nós estamos em outros tempos. Chegou o momento de cair na real: a internet tem que ser o centro das atenções. Se querem ganhar dinheiro, façam por onde. Falam como se não lucrassem nada, querem limitar a cultura do mundo, e não se movimentam um palmo à frente do nariz. Saiam de 1930 e sejam felizes.

Bom, do lado contemporâneo estão o Facebook, o Yahoo!, o Google, a Wikipedia, o Twitter, o Flickr e o Firefox, por exemplo. Espero que o apoio dessas empresas seja decisivo para acabar com o falho combate à pirataria que estamos presenciando. E, pela primeira vez, vejo o Anonymous como um movimento útil, já que trataram de derrubar sites oficiais do governo americano e de apoiadores do SOPA logo após o fechamento do Megaupload, e prometem outras ações de agora em diante. Uma delas é a criação do Anonyupload, um novo servidor de downloads hospedado na Rússia.


O alívio, por enquanto, é saber que as pessoas em geral não são a favor disso. E poucos estão aceitando passivamente a esses dejetos por escrito. O "desafio" das autoridades teve uma resposta da sociedade: a guerra está só começando.

domingo, 13 de novembro de 2011

Sobre Coldplay, Mylo e Xyloto

Nunca fui de gostar muito de bandas. Sempre me considerei eclético, podendo gostar de uma música independente do estilo dela ou da banda que a toque. E é delas, das músicas, que eu costumo gostar. Não vou dizer pra vocês que eu conheço Beatles, por exemplo, pra pegar uma banda que praticamente todo mundo gosta. Eu conheço "Yellow Submarine", "Help", "Yesterday", e provavelmente dezenas de outras que só vou saber ouvindo, nem sei o nome. É por isso também que eu não costumo ir em shows. Conheço pouco de discografias, de álbuns, não sei se por preguiça, impaciência ou falta de interesse.


Mas isso tudo tem uma exceção (talvez duas, mas o post é sobre uma). Desde 2005, eu passei a ter uma banda pra chamar de favorita. E mesmo assim, não me considero um conhecedor da discografia. Coldplay, na época, bombava com o álbum X&Y. E eu nem sonhava em saber disso. Conhecia algumas músicas, ouvia, e ficava feliz, sem saber de qual álbum faziam parte, e nem me importando em descobrir. Isso mudou um pouco em 2008, quando foi lançado o Viva la Vida ou, pra ser chato, Viva la Vida or Death and All His Friends. Nessa época, ouvi o CD algumas vezes, geralmente antes de dormir - sem piadas.

Outra coisa que costuma acontecer é que acabo "esquecendo" a banda por um tempo, e depois de um longo inverno volto a ouvir. Com séries também foi assim. Eram uns 3 meses sem assistir um episódio, e 1 mês assistindo quase sem parar. Enfim, fiquei um tempo razoável escutando Coldplay bem de vez em quando, até o show no Morumbi, em março do ano passado. Confesso que fui sem saber identificar uma ou outra música do álbum novo, tipo "Lost" (que agora é uma das minhas preferidas). Mas, apesar de ter sido um fã relapso, sempre que alguém me perguntava qual era minha banda preferida, desde 2005, eu sempre respondia Coldplay.


No mês passado, depois do show épico do Rock in Rio, a banda lançou outro álbum: Mylo Xyloto. Nome estranho, mas ok. Descobri, lendo no orkut por aí, que há uma história por trás dele, assim como no Viva la Vida. É o tal do álbum conceitual, que outras bandas já adotaram, como ~~a partir daqui, créditos ao amigo e fonte para assuntos musicais, Victor~~ os próprios Beatles (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band), The Who (The Who Sell Out), Pink Floyd (The Wall e The Final Cut), e outros ~~fim dos créditos do amigo Victor~~. Em Viva la Vida, resumidamente, o Coldplay tenta contar uma história de um homem que, em meio à guerra, quase morre, enfrenta a prisão, foge, leva o amor de sua vida para um local distante, sofre com sua morte e, por fim, se entrega à guerra, tendo o mesmo fim. Ok, eu confesso, li uma análise no orkut e realmente as coisas se encaixam.

Agora, três anos depois, Mylo Xyloto conta uma história de amor. Já que eu confessei, vou continuar: segundo outra análise lida no orkut, Mylo e Xyloto são um casal apaixonado (provavelmente grafiteiros) que enfrenta dificuldades para se manter unido, sendo perseguido por um grupo. Eles até chegam a fugir, mas Xyloto é capturada, deixando Mylo sozinho. Quando os dois se encontram, Xyloto está magoada por ele tê-la deixado ser capturada, e eles brigam e acabam terminando tudo. Mylo, depois da depressão, tenta se reerguer e pedir perdão à amada, que, por fim, se junta a ele onde os pássaros cantam e existe um final feliz.

Alguns fãs do Coldplay parecem não ter gostado muito do álbum. "Mudaram o estilo", "Coldplay não é mais o mesmo", "Coldplay acabou", "A banda perdeu a identidade"... vi muito disso por aí. Na minha opinião, Coldplay nunca teve um estilo muito definido, sempre foi aquilo que seus integrantes quiseram que ela fosse. Eu, particularmente, não consigo não gostar. Sou suspeito pra falar, porque se um dia o Chris Martin bater com as mãos espalmadas no piano e cantar "lalalala ôôôô yeee", pode ser que eu não veja defeito nenhum na música. Mas ultimamente, Mylo Xyloto é só o que eu tenho escutado. Não, não é melhor que os anteriores. Talvez seja, sim, o pior disco do Coldplay, mas o nível dos outros é espetacular pra chamá-lo de pior. É sensacional, e não me façam buscar adjetivos pros outros.

Minha única crítica quanto a esse CD é a duração. São 14 faixas, que na verdade são 11, já que são três de "interlúdio", como se fossem intervalos entre músicas ou simplesmente introduções das posteriores. A primeira, homônima do álbum ("Mylo Xyloto"), por exemplo, é praticamente parte integrante de "Hurts Like Heaven", que vem a seguir, toda animada. "Paradise" não perde o tom, já ganhou o gosto popular, e inclusive tem um clipe muito bem feito:





"Charlie Brown" é, pra mim, a melhor música do álbum. Dizem que é uma homenagem ao desenho. "Us Against the World" é um pouco triste, mas tem uma letra pegajosa, daquelas que não saem da cabeça. Depois de mais um interlúdio, "M.M.I.X" (vejam que ela depende da próxima), vem "Every Teardrop Is a Waterfall", outra que tem feito sucesso, talvez por seu ritmo um pouco mais acelerado. Foi inclusive o primeiro clipe do Mylo Xyloto a ser lançado.


"Major Minus" tem um ritmo diferente também, representa na história o momento em que a Xyloto é capturada/levada/estuprada. "U.F.O.", só com voz e violão, é a solidão de Mylo depois disso, e o único problema é (de novo) a duração. Só 2 minutos de uma música incrível, e tão simples. E aí vem a tão criticada música, talvez o que tenha motivado certos fãs a receberem o álbum com pauladas: "Princess of China", com participação de Rihanna (a intérprete de Xyloto, na história). Bom, ela não fez nada pra mim, não tenho nada contra ela, nem a favor. Ouso dizer que grande parte dos críticos do CD e da música já estavam com pedras (e tijolos) nas mãos antes mesmo de apertar o play. Puro preconceito de quinta série, partiram do pressuposto de que uma parceria dessas não poderia dar certo de jeito nenhum. Na minha opinião, deu certo sim. Pode não ser um primor, mas não é nem de longe a catástrofe que tentaram pintar.
 
"Up in Flames" é depressão pura, serve sim pra dar uma certa razão pra quem rotula o Coldplay como banda-sonífero. Mas faz parte da história, e vocês já sabem que eu gostei mesmo assim. Em seguida, vem o último interlúdio e uma última esperança de Mylo em pedir o perdão de Xyloto: "A Hopeful Transmission"/"Don't Let It Break Your Heart". E, com um final feliz, "Up With The Birds" encerra o disco com chave de ouro. 

Resumindo, achei ótimo. Porque, como eu disse, eu dificilmente não vou gostar de algo que o Coldplay fizer, e esse álbum é o que eu tenho escutado ultimamente. Indo pra faculdade, voltando pra casa, viajando, dormindo, coloco pra tocar. Quem gosta de Coldplay, e sempre gostou, pode até não ir tanto com a cara desse disco, mas não pode exigir que a banda "volte a ser aquilo que era" ou que "acabe de uma vez antes que piore". Se mudaram ou não, eles estão, sim, no caminho certo. E é certo porque foi o que eles escolheram fazer. Assim, não tem erro.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Religião ou imposição?

Uma das coisas que mais me revolta, como acredito que tenha ficado claro depois do último post, é o desrespeito à opinião alheia. E um dos desrespeitos mais absurdos acontece quando o assunto em questão é religião. É delicado? É. Mas dá margem a pensamentos arcaicos e inadmissíveis, como se todos fossem obrigados a seguir uma religião ou, pior ainda, a acreditar no mesmo deus que você acredita.

Há muito tempo queria escrever sobre isso, porque é um tema importante, e, em pleno ano de 2011, ainda vejo as pessoas insistindo em se importar com aquilo que os outros pensam, como se seus ideais fossem regras a ser seguidas. Observem o (mau) exemplo do glorioso Datena no vídeo abaixo (só que ao contrário).


Você que eventualmente concorde com o Datena (primeiro, nasça de novo), poderá lembrar do meu último post, em que eu disse resumidamente que as opiniões devem ser respeitadas. E o Datena defende que ele está dando a sua opinião. Mas não, ele não está. Ele está fazendo exatamente o que eu condenei: ele está colocando a "opinião" dele como irrefutável. Faz generalizações absurdas. Associa religião à personalidade. Tudo errado. TUDO.

Enfim, o problema é a famosa intolerância com relação à religião. Eu e meu amigo daltônico, Alejandro, decidimos falar sobre o tema há algum tempo. Eu acabei escolhendo o assunto para desenvolver uma redação para a faculdade, e vou transcrevê-la aqui, por isso a linguagem está um pouco mais culta. (o post dele está aqui)

Movendo montanhas

Há poucos meses, no Rio de Janeiro, a escola municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, foi invadida pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira. Wellington, de 24 anos, assassinou dez meninas, dois meninos, e feriu outras crianças, para depois se suicidar. O atirador explicou, por meio de uma carta, como seu corpo deveria ser tratado após sua morte. A forma de escrita do texto de Wellington revelou um comportamento perturbado de um homem tomado pelo fanatismo religioso. Na mensagem, ele pedia que seu corpo fosse tratado quase que como num ritual, sem que os “impuros” o tocassem diretamente. Fazendo referências a Deus e a Jesus, ele deixa claro seu destempero irracional.
Será que Deus, Jesus e outras figuras religiosas concordam com atos violentos cometidos contra inocentes? Não só por Wellington, mas por tantos outros seres humanos que se julgam tão fiéis e praticam crimes hediondos alegando estarem servindo a Deus. Religião é uma forma de se mostrar fé, de depositar esperança em algo superior em que se acredita. A violência e a censura a outras formas de se pensar não se encaixam de forma alguma nesse pensamento.
Afinal, o que é suficiente para um fanático religioso? Crer em uma força superior e cumprir aquilo que sua religião exige não é o bastante. Ele precisa convencer os demais de que eles também devem acreditar naquilo em que ele próprio acredita. Se não o fizerem, estão errados, são pecadores, e merecem ser punidos. É verdade que, para tal fim, nem sempre os meios violentos utilizados – sem critério nenhum – por Wellington são tão comuns. Mas também não são raros. Em julho, para citar outro exemplo recente, um fundamentalista cristão protagonizou um duplo atentado que vitimou 77 pessoas na Noruega.
Quem vive desta forma não é capaz de estar plenamente bem consigo mesmo, por mais que pense que esteja, e muito menos com as pessoas com as quais convive. É por isso que acabam, por impulso, tomando atitudes radicais e provocando tragédias em vidas inocentes. Se o exagero se limitasse à satisfação individual, seria um excesso aceitável. Mas obrigar alguém a crer nas mesmas ideias em que se crê é um erro ao qual o fanático está fadado a cometer. Ter fé também requer cautela, porque o fanatismo religioso está a um passo da debilidade mental.
Por um lado, crer em algo divino não é proibido, é admirável. Por outro, diz respeito apenas a quem crê. A fé é individual. Seguir uma ideia que todos acreditam não é necessariamente acreditar. A princípio, é apenas caminhar conforme o fluxo. E, sem ser doentio ou radical, é possível crer para si, sem incomodar a ninguém no mundo. Nem a Deus.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quem discorda?

"Discordar". Segundo o dicionário, significa não concordar, divergir. Não se combinar, não estar em proporção. Só isso. Apenas não compartilhar da mesma opinião, ter outro ponto de vista. Eu me pergunto onde está escrito que discordar significa xingar, agredir, revoltar-se. Venho observando nesses últimos tempos como as pessoas desaprenderam a discordar educadamente umas das outras. Ou será que nunca souberam?

É raro encontrar alguém que rebata uma opinião sem atacar os outros, ou mesmo sem aceitar a opinião alheia e revidar de alguma forma. É uma falta absurda de carisma e um excesso de pavio curto que se encontra por aí em dimensões assustadoras. Muitas vezes os incapazes sequer interpretam o que foi dito e, sentindo-se agredidos por uma simples opinião, partem para as grosserias. Principalmente na internet.

Isso é muito comum entre torcedores de futebol, onde tais pessoas se concentram em grande quantidade. Por exemplo, na comunidade do seu time no Orkut (sim, ele ainda existe, e essa é uma das principais utilidades dele - ou a única). Seu time jogou mal, e você tenta enxergar o jogo de uma maneira diferente, diz que a equipe não foi tão mal assim e defende o técnico. Não vai demorar a aparecer alguém que torce pro mesmo time que você pra dizer algo parecido com "Cara**o, só um cego imbecil acha que o time jogou bem hoje. E só um animal do inferno pra defender esse filho da p*."

Também acontece muito com bandas e cantores. Se você diz "Eu não gosto do Justin Bieber" no Twitter, você descobrirá que não só não pode não gostar do Justin Bieber como a sua mãe vendeu o corpo na esquina, e receberá conselhos pouco simpáticos que provavelmente não vai querer seguir. E olha que você nem falou que o Justin Bieber é um lixo.

"Acho Restart muito melhor que Justin Bieber" "MASOQ SUA CABEÇA DE MELÃO"
Acontece em comentários de blogs e sites. E aqui é um pouco diferente: primeiro, o infeliz entra numa página dessas para saber o que a outra pensa. O autor do post ou artigo está ali para emitir a própria opinião. E é contestado com palavras singelas de desprezo (ou palavrões, como queiram), por vezes EM CAIXA ALTA. É como entrar na casa de uma pessoa, porque achou bonita, e cagar no chão da sala. Ainda bem que isso não aconteceu por aqui até hoje, mas não precisa gastar muito tempo pra achar qualquer exemplo disso.

E, claro, acontece na vida. Geralmente, a grosseria é um pouco menos evidente, mas também existe. É o deboche, a risada, o "cala essa boca", o "não fala m*". Enfim, qualquer que seja a situação em que a sua opinião é tratada como imprestável ou ameaçadora, a falta de educação está aí pra quem quiser ver.

Antes de xingar alguém por uma opinião, deveríamos pensar duas vezes se entendemos o que a pessoa quis dizer. Antes de dizer que o coleguinha é acéfalo, que tal ver se o acéfalo não é você? Opinião é opinião, e deve ser respeitada. Se diferente, que se discorde educadamente.

E se algum idiota discordar de mim, que vá pro inferno.

P.S: Não, eu não briguei com ninguém, nem sou o torcedor em questão e adoro Justin Bieber. Escrevi o texto porque realmente venho percebendo tudo isso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eh bien, um ano...

Parece que foi ontem que eu tive a ideia de fazer um blog. Não tinha ideias pra títulos, apenas uma ideia de post: eu queria falar sobre Harry Potter, queria contar a minha história com a série. Como expliquei depois, motivado por um post no blog da Isa que comparava a saga com Crepúsculo. Achei até que Harry Potter seria um tema recorrente por aqui, mas acabei falando menos do que pensei que falaria. Mas não se preocupem, o calendário vai exigir de mim outro post sobre isso muito em breve.

Então, naquele dia de final de Copa do Mundo, sentei e fiz o texto. Mas antes eu precisava de um título. Algo vago, que não restringisse meus posts. Queria me permitir falar sobre qualquer coisa. Depois de muito pensar, escolhi "Eh bien" porque é uma expressão recorrente de um personagem criado por Agatha Christie, da qual vocês também puderam descobrir que sou fã. Só precisaria explicar o que exatamente eu queria dizer com aquilo, para que não houvesse dúvidas. Até hoje, muita gente me pergunta o motivo desse título. Eu sempre peço pra procurar o primeiro post. Logo depois dessa explicação, postei meu texto sobre Harry Potter. Até hoje, está entre os que mais gosto por aqui.

Um ano depois, aqui sentado no sofá, assistindo a um documentário sobre a final da Copa do Mundo, pensei no que eu poderia fazer pra "comemorar" esse primeiro aniversário do blog. Decidi fazer o seguinte: destacar, entre os 65 posts, os quatro mais comentados e os quatro que mais gosto - desde que não estejam entre os quatro mais comentados, e contar um pouco de cada um deles.

Os mais comentados

4) Dizem que somos piratas. Somos?
 
Foi um assunto que eu sempre quis abordar, tamanha a injustiça que existe com relação a isso. Todo mundo baixa tudo na internet, e a lei insiste em ser acéfala quando não se obtém lucro. Até mesmo com produtos que não existem mais no mercado. E o que existe, vocês sabem, custa muito caro, e abaixar o preço ninguém quer.

3) Harry Potter e a diretora da minha escola

O primeiro texto de verdade, o que motivou o blog. Foi importantíssimo pra aprender a escrever de um jeito diferente, a escrever diretamente pra outras pessoas, além de escrever pra mim mesmo. E escrever sobre uma das coisas que mais gosto seria essencial pra começar.
 
 
2) And from your lips she drew the Hallelujah

Inspirado pelo bróder Victor, comecei a procurar outras versões dessa música, que já gostava bastante. Depois de conhecer várias, resolvi fazer um ranking das versões que mais gostei. O resultado foi bem legal, e as pessoas parecem ter gostado. Ainda bem.

1) A infância nos anos 90
 
Valeu a pena passar uma tarde e uma parte da noite fazendo esse post. A divulgação no Ocioso foi essencial pra ser o mais comentado e pra render visitas ao blog até hoje. Mas é daqueles posts que te dão orgulho depois de prontos.


Os favoritos
 
4) "And the Oscar goes to..."

Uma ideia comum, que muita gente deve ter feito, e que surgiu de repente, quando vi que tinha assistido a todos os filmes entre os indicados ao Oscar. Gostei bastante do resultado.


3) Respeito aos brothers

Uma coisa que nunca gostei foi de gente que gosta de controlar o que você assiste na TV. Os argumentos de quem odeia Big Brother e quer julgar quem assiste são sempre os mesmos, e sempre me irritaram. Quem não gosta tem todo o direito de não gostar, mas não tem moral alguma pra decidir o que os outros devem assistir ou não.

2) Apito final

Foi um dos textos mais automáticos que já fiz, e esses são sempre os melhores. O texto me levou mais do que eu o levei.

1) A emoção do futebol

"Motivado" pela tristeza que abalou os palmeirenses após a eliminação inesperada do Palmeiras diante do Goiás na Copa Sul-Americana, resolvi escrever pra contar a emoção que uma partida de futebol provoca naqueles que amam o esporte, baseando-me na experiência própria da eliminação do Flamengo na Libertadores de 2008.



Por fim, obrigado a todos vocês que visitaram o blog, comentando ou não, que tenham vindo porque viram um post que acharam interessante ou porque são meus amigos ou gostam do que escrevo. Espero que continuem vindo aqui por mais um ano, ou seja lá quanto tempo for.

domingo, 17 de abril de 2011

Jogo dos sete erros

Retirado do site da Faculdade Cásper Líbero: "A quadra no sexto andar é onde os alunos promovem jogos e treinam para ligas e campeonatos". Promovem? Treinam? (Foto: Beatriz Ricci)

Desde o meio de 2010, a Fundação Cásper Líbero, representada pela TV Gazeta, em parceria com a direção da Faculdade Cásper Líbero, está prestando um desserviço histórico: com a mudança para o sistema digital, a TV precisava desesperadamente de um lugar para colocar suas bugigangas. E despejou tudo na quadra do 6º andar, onde era mais fácil para ela, sem se importar com ninguém que a utilizava. Segundo erro.

Mas por que segundo erro? Porque lá atrás, em 2001, houve uma situação que a Atlética da Cásper sequer menciona, perdendo uma chance de pressionar a diretoria da Faculdade e a TV. Na época do racionamento de energia imposto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, a Fundação proibiu a utilização da quadra. Será mesmo que era necessário proibir, interditar? Primeiro erro. Com certeza existiam outras alternativas, mas o mais fácil para eles foi interditar a quadra. Assim como foi no ano passado e é, até hoje.

Depois das férias de julho de 2010, nós, alunos da Faculdade, fomos surpreendidos pela notícia da interdição da quadra. Foi dado um prazo para a devolução: final de setembro, ou começo de outubro. É óbvio, o tempo passou e não aconteceu nada. Estava tudo exatamente do mesmo jeito. Terceiro erro.

As férias passaram, TRÊS MESES se passaram, e nada aconteceu. Os equipamentos continuaram lá, ocupando a quadra, da mesma forma. Por todo esse tempo sem qualquer evolução: Quarto erro. E não adianta dizer que não havia o que fazer. A Faculdade tem milhares de salas gigantes vazias, obscuras, inúteis, assim como o restante do prédio da Fundação também deve ter.

No começo de 2011, os alunos pressionaram a diretoria, que enviou um documento assinado pela diretora da Faculdade à Atlética, em que ela afirmava que, em conversa com o superintendente da TV Gazeta, a quadra seria reaberta até a primeira quinzena de março. Preciso dizer que nada aconteceu? Quinto erro. Até porque depois que o prazo já tinha sido atingido, fui até a quadra, que estava aberta, e tinha um funcionário no local, que disse não saber de prazo algum, e que jamais seria possível retirar tudo no período estipulado. Ou seja, se tinha algum infeliz preocupado com prazo, com certeza não era da diretoria ou da TV, e sim os alunos.

Quando o prazo se esgotou, o atuante "Centro Acadêmico" surgiu no Facebook para convidar os alunos para uma manifestação, na qual eles levariam bolas - de qualquer esporte - para jogarem nos corredores. Sensibilizaria alguém? Não sei, talvez. Eu sugeri, após tanta passividade das autoridades """"competentes"""", que tirássemos alguns equipamentos da quadra e colocássemos no corredor. Claro, fui recebido com pedras, já que a manifestação seria organizada (afinal, só iriam jogar bola nos corredores).

Eis que, no dia seguinte, os alunos ficaram sabendo que havia uma nova organização discente surgindo, o "Cadê Cásper", que, em conjunto com a Atlética e o CA, suspenderam a manifestação por falta de comunicação. Também ficamos sabendo que havia uma negociação da diretoria para pagar o aluguel de quadras da região da Avenida Paulista, e apenas para o uso de atletas. Sexto erro. Primeiro: ninguém quer que a Fundação pague nada, apenas que busquem conhecimento conversem seriamente com a TV Gazeta e entrem em acordo para a devolução da quadra. Segundo: para o uso de atletas? É a Fundação dizendo claramente que não está nem aí para o que os demais alunos querem?

Querem soluções? Elas existem. Se a Fundação Cásper Líbero, a TV Gazeta e a Faculdade preferirem ignorá-las, visando apenas seus próprios interesses, será a confirmação do sétimo erro. Nada bom para o histórico de quem adora se autopromover constantemente e desafia quem a sustenta.

terça-feira, 29 de março de 2011

Hora da Hipocrisia

No último sábado, aconteceu a "Hora do Planeta". Muito bem, e o que é isso? É um ato simbólico promovido pela WWF ao redor do mundo para que as pessoas se conscientizem do aquecimento global. Para isso, elas devem apagar as luzes de suas casas e deixá-las assim durante uma hora. E muitas delas acham que estão mudando o mundo. E é esse o problema.
Apago quando quiser, falô?

A campanha da WWF pode ser boa, não a critico. Critico a forma como as pessoas lidam com ela. Como a própria WWF diz, o importante é se conscientizar "Além da Hora". E duvido que os participantes do "evento" pensem assim. Tenho certeza que, no sábado, quando a "Hora" terminou, às 21h30, muita gente acendeu todas as luzes de casa, foi tomar banho de 1 hora, escovou os dentes com a torneira aberta... Sinceramente, quem fez isso não se conscientizou de porcaria nenhuma. Qualquer um que apagou uma luz e acendeu outra uma hora depois certo de que salvou o mundo não se conscientizou de nada.

Eu não participei porque não sou hipócrita. Eu não acho que gasto energia excessivamente, mas não me preocupo nem um pouco em economizar. Por isso não vejo motivo pra apagar as luzes de casa e achar que estou me conscientizando de alguma coisa. Não tem lógica.

Enfim, não participei, não por revolta ou rebeldia, mas por coerência mesmo. E não acho que apagar a luz durante uma hora me faz menos preocupado com o planeta. É apenas uma campanha. Ninguém é obrigado a ser hipócrita.

domingo, 13 de março de 2011

"Não acredite na internet", de Pedro Bial (ou não)

A internet é uma caixinha de surpresas

Há algum tempo, vi uma frase no Twitter que julgava quem assiste BBB. Quem escreveu? Alguém que não gostava de BBB, e queria que essa frase fosse muito divulgada. Mas, logo após a frase, estava o nome de ninguém mais, ninguém menos que Luis Fernando Verissimo. Achei a frase muito estranha, procurei o trecho no Google, e descobri que na verdade não era apenas uma frase, e sim um fragmento de um texto totalmente contra o programa, que pegava todos os seus pontos fracos, e a partir deles, julgava a inteligência dos telespectadores. Algo, a meu ver, que não combinava com um escritor que, apesar de não conhecer muitos livros dele, não agiria dessa forma.

Com um pouquinho de pesquisa, comprovei que o texto não era dele. E ri da cara das pessoas que acreditaram que aquilo tivesse sido escrito por ele, e usaram aquele texto de algum Zé para simplesmente criticar quem assiste BBB. E, ao mesmo tempo, fiquei assustado com a forma como as pessoas, por um simples nome ao fim de um texto, são enganadas nesse mundão louco chamado internet. Se, ao fim dele, estivesse escrito "Alejandro Vega, estudante de Direito", ou "Marcos Rodrigo, estudante de Jornalismo", as pessoas contrárias à opinião dele iriam xingar o infeliz sem dó nem piedade. Ou nem isso: o texto jamais atingiria tanta gente como atingiu.

Para quem se interessar por essa obra-prima de Verissimo, leia aqui. O interessante é que esse link é de um blog e, ao fim do post, o autor do blog colocou a seguinte observação: "Não há confirmação de que são palavras de Luis Fernando Veríssimo". Ah, cê jura? Das duas, uma: ou sabia disso e postou porque queria ganhar visitas, ou postou porque queria ganhar visitas e só soube depois dos comentários. Por sinal, o post é o mais acessado do blog.

Eu sem camisa

Duvide do que você lê na internet. Inconscientemente, você pode acreditar em algo e concordar só por causa de um nome famoso. A Clarice Lispector tá aí (ou não) pra não me deixar mentir. Qualquer frase bonitinha que tenha o nome dela escrito em sequência vai fazer sucesso. E tenho provas disso. A frase "É estranho sentir saudade de algo o qual mal vivi ou evitava viver" foi inventada de propósito no Twitter, e "creditada", de brincadeira, à Clarice. O Twitter @FrasesdeClarice, mais um desses perfis imbecis que twittam frases bonitinhas, trechos de livros ou de músicas, acreditou nisso. E todo mundo começou a colocar a frase no Twitter, no status do Orkut e do Facebook, no Flogão, no ICQ e até no Yahoo! Respostas (apesar de acreditar que, nesse último, o autor da pergunta seja mais um dos "zuões"). A turma "zuona" criou até um Tumblr para divulgar o pessoal que caiu na história.

Portanto, duvide. Você está na internet, onde as pessoas não se preocupam  em manter a identidade. Ler um nome no fim ou no início de um texto não deve fazer você concordar ou discordar do que está escrito ali.

Pra encerrar, uma frase linda que ilustra muito bem tudo o que eu disse: "Gente, essa internet é um perigo!!!11!!" (Clarice Lispector)

Pedro Bial, jornalista.

Fiquem de olho nessa internet

domingo, 27 de fevereiro de 2011

"And the Oscar goes to..."

Descobri na semana passada, sentindo na pele, como as pessoas podem mudar, e rápido, de opinião. No caso, eu me lembro de dizer que o Oscar é uma cerimônia irrelevante. Inclusive acho que a opinião da Academia representa muito pouco perto do que o público em geral representa. Mesmo assim, não acho mais tão irrelevante, claro que não é. Pra minha vida é, mas pra de alguém que ama cinema ou que vive dele, jamais.


E eu julguei o Oscar dessa maneira porque entendo pouco de cinema, e nunca fui de criticar filmes. Tenho uma tendência a achar que qualquer filme é ótimo e que a maioria das atuações são maravilhosas, a ser "maria-vai-com-as-outras" seguir opiniões de gente que entende, e por aí vai.

A lista dos indicados saiu há algumas semanas, e me atraiu, coisa que nunca tinha acontecido antes. Na época, tinha assistido a três entre os dez melhores filmes, e queria conferir "Cisne Negro". E fui. E ouvi falar bem de um ou outro, baixando, assistindo, e quando me dei conta, faltavam dois ou três para que, pela primeira vez na minha vida, eu conhecesse todos os filmes indicados ao Oscar (na categoria "Melhor Filme", claro). Não perdi a oportunidade, e, mesmo sem saber muita coisa, resolvi criticar. E, pra não se perder no que eu disser, confiram a lista de todos os indicados em todas as categorias aqui.

Antes de tudo, vou fazer uma reclamação sobre a birra da Academia com "A Origem". Mesmo indicado ao prêmio mais cobiçado, o diretor Christopher Nolan não foi lembrado, assim como Leonardo DiCaprio. Jesse Eisenberg foi bem? Foi. Jeff Bridges foi bem? Sim (eu avisei, eu não sei criticar). Mas nenhum dos dois o passou pra trás. Isso pra não falar nos atores coadjuvantes.

Dito isso, depois de assistir aos dez melhores filmes do ano, na visão da Academia, preparei um ranking com todos eles, com uma sinopse rápida (menos de um tweet - 140 caracteres), e uma rápida análise, misturando um pouco o que eu torço com o que eu acho que vai acontecer. Lembrem-se: eu não sei nada de cinema, apenas analisei como uma pessoa (quase) normal.

10º - Toy Story 3

Sinopse: Andy vai para a faculdade, e seus brinquedos acabam indo para uma creche. Lá, eles não recebem o carinho que esperavam.


Não, não coloquei "Toy Story" no último lugar porque não gostei do filme. Muito longe disso, o filme é o melhor da trilogia da Pixar, e, ainda que outros da lista possam ter sido melhores, criticamente falando, foi o único que realmente me encantou. Mas deve ganhar como melhor animação, e por isso eu, talvez injustamente, o desconsidero na disputa de melhor filme.

9º - Bravura Indômita

Sinopse: O pai de uma garota é assassinado. Ela resolve se vingar do assassino, e procura ajuda para encontrá-lo.


Não gostei. Ouvi falar bem do filme, e não correspondeu às minhas expectativas. O desenrolar da história é monótono, e me deu sono. Se foi dessa forma, que o final fosse mais animador. Mas não foi. (Se gostaram, não me xinguem. Consegui falar mal de um filme, olhem só.)

8º - Inverno da Alma

Sinopse: Garota de sorte tem que cuidar dos irmãos porque a mãe é doente. O pai, preso, vendeu a casa para sair da prisão. Ela vai procurá-lo.


Mais um filme monótono. Mas a atriz principal é brilhante, e mereceu a indicação que recebeu ao prêmio de melhor atriz. O papel dramático pode ter ajudado, mas ela o desempenhou de forma incontestável.

7º - A Rede Social

Sinopse: A saga do cara que criou o Facebook e de como ele ganhou toneladas de dinheiro e de processos.


Abaixem as armas. E me desculpem por não ter gostado tanto do filme. Não sei exatamente o porquê, mas não me conquistou. Foi muito bem feito, só não acho que mereça vôos mais altos. Talvez até consiga, não duvido disso.

6º - 127 Horas

Sinopse: Alpinista cai numa fenda, e uma pedra prende seu braço direito. Durante alguns dias, ele se diverte com sua câmera e seus pensamentos.


Não é exatamente o tipo de filme que eu gosto. E eu acabei gostando, e só por isso já merece aplausos. E eu recomendo, a quem julga o filme da mesma forma que eu julguei ("E ele fica o filme inteiro lá parado?"), que assista.

5º - O Vencedor

Sinopse: Lutador é treinado pelo irmão, que não se deu bem na carreira por conta das drogas. Com o apoio da família e da namorada, ele tenta vencer.


É, sem dúvidas, um filme sensacional. Inclusive acho que o Mark Wahlberg merecia uma indicação. Em compensação, os coadjuvantes se destacaram, e não devem sair de mãos abanando. (Se o Mark Wahlberg não foi tão bem assim, percebam vocês como eu sou um ótimo crítico)

4º - Minhas mães e meu pai

Sinopse: Filhos de um casal de lésbicas buscam o homem que doou sêmen para a inseminação de ambos. Ele os conhece, e acaba mudando a vida da família.


Foi o que mais me surpreendeu positivamente. Não esperava um filme tão bom. Infelizmente, não deve confirmar nenhuma das indicações.

3º - Cisne Negro

Sinopse: Bailarina é escolhida para o papel principal de "O Lago dos Cisnes". Depois disso, ela se vê "perseguida" por sua personagem.


É um filme perturbador. E é irritante como te deixa tenso. E como a Natalie Portman foi... perfeita.

2º - O Discurso do Rei

Sinopse: Um dos filhos do Rei é gago, e sua mulher o leva para um fonoaudiólogo. Relutante, ele vai, e acaba criando uma amizade essencial para ele.


Concordo com todas as críticas positivas a "O Discurso do Rei". Correspondeu a todas as expectativas. As interpretações de Colin Firth e Geoffrey Rush são... dignas de Oscar. E é o filme em que aposto para levar a estatueta.

1º - A Origem

Sinopse: É uma história de sonhos, onde existem sonhos dentro de outros sonhos. Impossível explicar em 140 caracteres.


Como já disse antes, apesar dessa indicação, foi injustiçado nas premiações individuais. Até por isso, acho que está longe de vencer, mas tem a minha torcida. Foi, talvez até de todos que já vi na vida, o filme que mais me fez pensar depois que eu terminei de assistir. Eu sei que tem gente que não gostou exatamente por isso, por ser perturbador, mas a ideia (louca) de "A Origem" me agradou.

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Bom, é isso. Se quiserem um especial feito por alguém que está mais familiarizado com cinema, recomendo o que a Fernanda fez essa semana. Vale a pena.


PS: Foi só porque eu resolvi assistir tudo, ou a lista de indicados desse ano é bem melhor que a do ano passado? Tenho a impressão de que a safra 2011 foi muito melhor.


PS(2): Não comentei nada sobre injustiças com "Harry Potter" porque os filmes sequer são unanimidade entre os fãs. Eu mesmo não sou um grande fã deles. Ainda assim, do alto da minha ignorância, acho que já mereceu pelo menos alguns prêmios individuais. Pelo que eu sei, nunca recebeu nem indicações além das categorias "blablablá".

PS(3 - juro que é o último): Reconheçam, eu sou o rei das "tweetnopses" (gostei, vou até patentear).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Exploração tridimensional

Depois da exploração que observei na Bienal do Livro, "descobri" outro tipo de exploração, um pouco mais discreto: a relação entre o preço do ingresso de uma sessão 3D com a qualidade da mesma.
 
"Puta coisa bacana esse tal de 3D né meeu?"
 
Você que já assistiu a algum filme em 3D: o preço que você pagou pela sessão valeu pelas sensações que você teve ao assistir o filme? Pra mim, nunca. O preço de uma dessas sessões chega a beirar R$ 30 em São Paulo.

Se o filme tiver efeitos especiais que justifiquem o lançamento da versão 3D do filme, é uma coisa. E quase dá para aceitar o preço. Foi o caso de Avatar. Os efeitos são muito bons, e fazem o filme ficar mais legal do que realmente é, a meu ver.

Mas o filme que exemplifica a exploração que estou dizendo é As Crônicas de Nárnia - A viagem do Peregrino da Alvorada. Nada contra e tudo a favor do filme em si, porque adoro a obra do C.S. Lewis, que é inclusive candidata a aparecer futuramente por aqui. A adaptação livro-cinema, por falar nisso, é muito boa, se for pra comparar com outras que vemos por aí.

O que aconteceu enquanto eu assistia à versão 3D desse filme foi o seguinte: tirei os óculos por alguns segundos, e olhei para a tela. Achei estranho a tela não estar embaçada, como normalmente fica quando você vê uma imagem 3D sem os óculos. Eu via perfeitamente o que estava acontecendo, e poderia continuar daquele jeito que não faria diferença alguma. Continuei levantando os óculos algumas vezes, principalmente quando eu esperava por efeitos especiais. Nada. Naquele momento, o 3D me pareceu algo muito mais psicológico do que qualquer outra coisa. Claro que isso não é verdade, porque os óculos não são pulseiras Power Balance porque existem filmes que trabalham de forma correta com essa tecnologia. Espero que Nárnia tenha sido um caso raro de má utilização do 3D e, consequentemente, de exploração do consumidor. Se pudesse voltar no tempo, iria na sessão normal. Teria assistido a mesma coisa e gastaria menos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Respeito aos brothers

O "Big Brother Brasil", também conhecido como BBB, é um programa polêmico. Isso é incontestável. Seja pelo jogo em si, ou pela discussão que ele traz: vale a pena assistir?

Eu vejo da forma mais simples possível: é um programa de entretenimento como outro qualquer. Não me sinto mais burro por assistir, nem acho que isso me influencia em momento nenhum. Não, não acrescenta nada, como a maioria das atrações da televisão brasileira. Mas e daí? Quando eu ligo a televisão, eu não busco aprender. Eu busco passar o tempo, assistir qualquer coisa que me agrade naquele momento.

O apresentador é sempre o mesmo, Pedro Bial. A fórmula é quase sempre a mesma. E o BBB continua, há dez anos, fazendo sucesso. E, com isso, ele ganhou, além de muitos fãs, o ódio de muita gente. Entendo perfeitamente os motivos de quem não gosta do programa - apesar de discordar. O que não se justifica é rotular e julgar aqueles que acompanham. Para comprovar isso, basta entrar no Twitter, de preferência no horário do programa, para conferir a discriminação sofrida pelos fãs - ou não - que comentam o que está acontecendo por lá. E os mesmos que adoram reclamar comentam sobre os assuntos mais insignificantes do mundo, sem serem incomodados.

Por outro lado, também acho errado exagerar. Comentar durante o dia todo, comprar pacotes de TV a cabo, por exemplo, é desnecessário, pelo mesmo motivo que citei: é apenas entretenimento. Gostar e acompanhar é uma coisa; idolatrar e gastar dinheiro é outra completamente diferente.

Basicamente, tudo o que eu disse é facilmente resumido pelo seguinte: cada um faz o que bem entender. Gostar ou não vai de cada um. O importante é manter o respeito ao coleguinha que tem uma opinião diferente da sua, e aprender a ignorar aquilo que você não gosta.

A você que não gosta de BBB: eu sei que é inevitável, você vai ouvir falar muito do programa nos próximos 3 meses. Mas ignorar é uma arte. Aprenda, ou aguente.

A você que gosta de BBB: vamo dar uma espiadinha?
"ALÔ MEUS HERÓIS DESSA NAVE LOUCA!"

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Preferencial ou exclusivo?

Não sei vocês, mas, quando eu entro num ônibus, eu gosto de ir confortavelmente sentado, principalmente se eu estiver lendo um livro, ou simplesmente não quiser ficar em pé. Às vezes, ficar em pé é pior pro fluxo de passageiros no ônibus, se ele estiver cheio. E muita gente acha legal ficar em pé, muitas vezes bloqueando a porta, a catraca, ou aquela cadeira que fica dobrada na lateral do ônibus.

A questão que eu quero colocar aqui é a dos assentos preferenciais nos ônibus e nos metrôs. Eles são preferenciais, não é? Preferencial quer dizer, nesse caso, que a prioridade é dada aos idosos, às gestantes, aos deficientes, e aos adultos com crianças de colo. E por que insistem em achar que é exclusivo a essas pessoas? Vamos lá, eu quero imagens. Põe na tela!


Opa, não essa, a outra.


Vamo lá, acompanhem comigo a leitura do aviso, no mesmo "Caps Lock" em que ela foi escrita: ASSENTO PREFERENCIAL PARA OBESOS, GESTANTES, PESSOAS COM BEBÊS E COM CRIANÇAS DE COLO, IDOSOS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. Agora, atenção na próxima frase: AUSENTES PESSOAS NESSAS CONDIÇÕES, O USO É LIVRE. Mais uma vez? AUSENTES PESSOAS NESSAS CONDIÇÕES, O USO É LIVRE. E por que, então, quando eles estão desocupados, as pessoas se recusam a ocupá-los? POR QUÊ?

O descaso com a cadeira lateral dos ônibus vai pelo mesmo caminho: o assento é preferencial para pessoas com deficiência visual acompanhadas com cão guia. Com que frequência você vê pessoas assim entrando num ônibus? Provavelmente com a mesma que eu. Eu sento lá e abro meu livro como se não houvesse amanhã (sempre me sentindo a única pessoa no mundo com coragem suficiente pra puxá-la da "parede"), a não ser que chegue um cego acompanhado de cão guia, é claro.


Bom, sinceramente, eu não gosto de ceder meu lugar. Muito menos se eu não estiver no assento preferencial, e aquele que couber ao "beneficiado". Sim, sou estranho, sou egoísta, mas eu não gosto. Pra mim, a maioria desses "beneficiados" pelos assentos preferenciais pode perfeitamente continuar em pé. Mas o que me irrita mesmo é quando eu estou sentado - em qualquer assento - antes da catraca, e sempre recebo olhares de censura, como se fosse proibido sentar ali. Um dia desses, eu estava lendo no assento (livre) ao lado da cadeira lateral, que estava vazia. O ônibus lotando, e a coitada da cadeira esquecida lá. Nisso, estavam em pé, ao meu lado, um cara de uns 30 anos, e um idoso. Tive que aguentar os dois me olhando como se eu estivesse comendo ovo, arrotando e assoprando na cara deles, dava pra sentir o ódio. Eu entenderia (e continuaria sem ligar, pra ser honesto, porque outras pessoas estavam sentadas nos assentos preferenciais e poderiam ceder seus lugares) se a cadeira lateral não estivesse vazia.

Só queria entender essas coisas, porque talvez eu tenha interpretado mal os avisos. Por que ninguém senta nos assentos preferenciais se eles são preferenciais, e não exclusivos? É melhor pra todo mundo, pra quem sentar e pra quem sobrar. E não fiquem olhando pra mim, atrapalha minha leitura.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Criticando o "sistema"

Qualquer coisa que eu falar sobre "Tropa de Elite 2" vai parecer insuficiente pra mim. Primeiro porque esqueço muito fácil de detalhes, e depois porque acredito ter visto, enfim, um grande filme brasileiro que merece ser prestigiado nos cinemas. Não é à toa que as filas permanecem enormes há mais de uma semana.


A história não começa pelo começo, e sim pelo fim. Nascimento, agora não mais Capitão, sai com seu carro de um hospital e é surpreendido por uma emboscada. A cena é paralisada, e Wagner Moura, aí sim, começa a narrar com competência o que aconteceu desde que Mathias deu fim ao Baiano, na cena final do primeiro filme. É ele o responsável por criticar o "sistema", principal alvo do filme. E Wagner Moura, um dos melhores atores brasileiros na atualidade, dispensa comentários.

Nascimento saiu do comando do Bope após uma rebelião em Bangu, comandada por um preso vivido por Seu Jorge, e terminou como subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Nessa nova posição, ele ajuda o Bope a crescer ainda mais, agredindo o tráfico de drogas. Mas, ao mesmo tempo, ele não percebe que alimenta um outro inimigo (e, sim, daí surge o subtítulo do filme: "O inimigo agora é outro"): os corruptos. A corja é grande e envolve tanto policiais quanto políticos.


Mathias, muito bem interpretado por André Ramiro, permanece no Batalhão, e percebe antes de Nascimento o que realmente acontece debaixo de seu nariz: as "milícias" abusam da corrupção nas favelas cariocas e servem como cabos eleitorais, porque ajudam a combater o tráfico e ganham, dessa forma, a aprovação do governo e os votos populares nas eleições seguintes. É aqui que aparecem o governador, o deputado Guaracy, o Major Rocha (Sandro Rocha) e o deputado Fortunato (André Mattos). Vale elogiar a atuação dos dois últimos, brilhantes em seus papéis.


Não vou além na história porque prefiro que cada um assista e interprete da sua forma. O deputado Fraga, por exemplo, é um personagem polêmico. Na minha opinião, ele muda muito ao longo do filme. No início, ele não é tratado como o "herói" do fim. Mas imagino que muita gente compre a lembrança mais fresca e concorde com suas atitudes. E, pra mim, aqui está o melhor ator do filme: Irandhir Santos.

Se a atmosfera do filme é pesada, Milhem Cortaz é responsável por atenuá-la, voltando como o engraçado Tenente Fábio, um verdadeiro gerador de bordões. Faz a alegria dos pré-adolescentes mentais que amam s2s2 Tropa de Elite e aguardavam ansiosamente por novas frases para repetirem sem parar. E já que eu estou avaliando atuações, ele é mais um que foi bem.


Além de todos que já citei, há ainda a muito boa atriz atuação da atriz Tainá Müller (que a reforma ortográfica não atacou), que interpreta uma jornalista muito corajosa - até demais. Um elenco não tão conhecido, mas, no fim das contas, muito bem escolhido por José Padilha, que acertou a mão mais uma vez, pra mim até mais do que no primeiro filme.

De negativo, pra mim, fica o excesso de palavrões. Todo mundo já cansou de saber que filme brasileiro tem palavrão pra caralho, porra. Nem me importo com isso, falo palavrão pra cacete, mas não precisa exagerar nessa merda. "Porra" não é ponto final.

Enfim, "Tropa de Elite 2" é, sim, uma prova da evolução do cinema nacional, em todos os aspectos. Se você não viu ainda, vá entrar na fila.